Pronto-socorro registrou no dia 1º de novembro 41 pacientes em atendimento, dos quais, 31 estão ligados à ventilação artificial
Nesta quinta-feira (1º), a diretora da Unidade de Pronto-Socorro Adulto do Hospital de Clínicas da Universidade Federal do Triângulo Mineiro (UFTM), a médica Geisa Perez Medina Gomide, e o superintendente do hospital, Luiz Antonio Pertili Rodrigues de Resende, enviaram nota oficial informando que o pronto-socorro atingiu a capacidade máxima de lotação.
Conforme a nota, a unidade registrou no dia 1º de novembro 41 pacientes em atendimento, dos quais, 31 estão ligados à ventilação artificial. A capacidade na média e alta complexidade do PS é de 21 pacientes. Em face desse quadro, a rede de oxigênio que alimenta os respiradores está totalmente ocupada.
A Central de Regulação tem sido informada sobre a atual situação e a direção do Hospital de Clínicas também já orientou municípios da macrorregião e a própria Secretaria de Saúde de Uberaba a não encaminhar pacientes que tenham necessidade de ventilação pulmonar artificial, inclusive para a vaga zero. Uma alternativa cabível nestes casos seria a compra de leitos em hospitais particulares.
Segundo o coordenador do sistema SUS Fácil - Central de Regulação de Leitos, o médico José Natal França, caso haja necessidade, os pacientes ficarão em outras instituições, de acordo com o caso clínico, até que o pronto-socorro seja esvaziado. “Temos conseguido controlar esta situação, pois se o Hospital Escola não pode receber e temos como recurso o Hospital Universitário e o Hospital Dr. Hélio Angotti, hospitais de média complexidade.
O que ocorre é que às vezes a média complexidade lota o Hospital Escola e ficamos com poucos recursos para a alta complexidade. Nos hospitais da região, Araxá tem como referência a Santa Casa e a Casa do Caminho, Frutal tem o Hospital Frei Gabriel, e tentam segurar o máximo possível, sem prejuízo ao paciente, até ter a vaga, porque alta complexidade é só mesmo o Hospital Escola”, esclarece.