CIDADE

Compra de votos só vai à Comissão de Ética após posição da Promotoria

Presidente do Legislativo quer esperar desdobramento das declarações do vereador Tony no MP para levar caso à comissão parlamentar

Geórgia Santos
Publicado em 12/01/2013 às 20:35Atualizado em 19/12/2022 às 15:21
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Denúncia de compra de votos para eleição da Mesa Diretora deverá ser levada à Comissão de Ética e Decoro Parlamentar somente após apuração do Ministério Público. O presidente da Câmara, Elmar Goulart, disse que não pretende levar o caso à comissão neste primeiro momento, preferindo aguardar o resultado judicial para tomar atitude no Legislativo.

Durante programa de rádio, o vereador Tony Carlos disse que houve compra de votos para a eleição da Mesa Diretora da Câmara. O comentário, apesar de não ter citado nomes, gerou polêmica. Em um primeiro momento, Elmar disse que assim que fosse formada a Comissão de Ética o grupo seria acionado para apurar o fato, pois não poderia aceitar que fossem colocadas em dúvida a honestidade e a dignidade de nenhum dos 14 vereadores. O caso também foi para o Ministério Público, onde o promotor do Patrimônio Público, José Carlos Fernandes, instaurou procedimento preparatório para investigar a possível compra de votos na eleição.

Entretanto, quanto à investigação na comissão parlamentar, Elmar já reavaliou este posicionamento. “Vamos esperar o processo no Ministério Público, o que o vereador vai alegar e apresentar perante o promotor, para depois tomar alguma decisão no Legislativo. Prefiro esperar a posição da promotoria”, explica Elmar, lembrando que Tony deveria ter sido interrogado na quarta-feira (9), mas o depoimento foi adiado, pois ele já havia agendado uma viagem antes deste impasse.

O presidente da Câmara disse ainda que o pronunciamento do vereador Tony foi infeliz e dito sem pensar. “Não acredito de forma alguma que houve compra de votos, isso não aconteceu. Provavelmente foi um momento intempestivo do vereador, pois eu mesmo já perguntei a ele sobre o assunto, mas ele se esquivou. Prefiro pensar que foi um pronunciamento impensado”, afirma Elmar.

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