Com a dengue em alta em Uberaba, cresce também a necessidade de estar alerta aos sinais de agravamento do quadro de saúde. Entre eles, é preciso se atentar a sangramento, febras altas e vômitos, além de tomar certos cuidados com as medicações utilizadas. As recomendações são do médico Raelson Batista.
Em entrevista ao programa Pingo do J, da Rádio JM, o cardiologista, que também é diretor técnico do Hospital Mário Palmério, detalhou os sinais que podem indicar agravamento da dengue, alertando para o risco de sangramentos nas gengivas, nariz e até nos olhos, um sinal claro de alerta. “Se a pessoa tem vômitos que não param, febre alta que dura mais que dois dias, dores abdominais muito intensas e que não passam, tonturas como sinal para queda de pressão arterial e sangramentos, são sinais de alerta”, explica.
Segundo ele, a dengue afeta a quantidade de plaquetas no sangue, células responsáveis pela coagulação, o que pode causar sangramentos inesperados. Mas, ainda assim, “é preciso procurar um médico, porque sangrar, de qualquer forma, principalmente com dengue, é algo a se preocupar”, ressalta o especialista.
Com relação às medicações, o médico recomenda o paciente buscar orientação de profissionais capacitados, já que alguns remédios podem agravar o quadro da doença. “Ibuprofeno, por exemplo, não pode ser utilizado no controle da febre por dengue. Assim como o ácido acetilsalicílico (AAS), que só deve ser utilizado em pacientes que fazem uso prévio para controle de enfermidades cardiovasculares, mas sempre com monitoramento e acompanhamento médico. Dipirona e paracetamol, sim, são os remédios recomendados”, explica.
Em caso de suspeita de dengue, Raelson Batista orienta que o paciente busque atendimento assim que surgirem os primeiros sintomas. Quanto mais cedo o diagnóstico for feito, maiores são as chances de evitar a progressão para formas graves da doença.
Enquanto isso, Uberaba enfrenta uma crescente epidemia de dengue, com 7.259 casos prováveis e 858 confirmados. Até o momento, oito mortes foram confirmadas, e seis seguem em investigação. As autoridades locais intensificaram ações como a pulverização de "fumacê", mas alertam que a eliminação de focos do mosquito Aedes aegypti e a prevenção são essenciais para conter a doença. A população deve eliminar objetos que acumulam água parada e manter os quintais limpos.