Construção civil registra retração de sua atividade na economia local. A situação começa a refletir na geração de empregos
Construção civil registra retração de sua atividade na economia local. A situação começa a refletir na geração de empregos. Em abril, o setor obteve números desfavoráveis em Uberaba, segundo os dados do Cadastro-Geral de Empregados e Desempregados (Caged), divulgados na quarta-feira (21), pelo Ministério do Trabalho e Emprego. Durante o período, foram 1.277 admissões contra 1.289 demissões perfazendo um saldo negativo de 12 postos de trabalho.
De acordo com o presidente do Sindicato da Indústria da Construção (Sinduscon), engenheiro Roberto Veludo, a retração vem desde o início do ano e pode ser justificada com a queda no volume de obras em Uberaba.
Ano passado, segundo ele, o mercado estava aquecido tendo em vista as obras do programa habitacional “Minha Casa Minha Vida”. Porém, o volume de construção dentro do programa diminuiu drasticamente em 2014. “Hoje temos 50% das obras dentro do programa habitacional em andamento”, revela.
O dirigente também revela o volume de obras públicas em andamento no município está aquém das gestões anteriores. “Não podemos nos omitir diante desta realidade”, aponta.
Ainda conforme Roberto Veludo, o problema começa a se refletir no comércio de materiais de construção. “Houve uma queda significativa nas vendas”.
Para ele, o mercado teve esta retração, pois está se estabilizando diante do novo momento que vive Uberaba. Além disso, o dirigente acredita que com o início da construção da planta de amônia e da implantação do terminal de armazenagem da Vale Logística Integrada (VLI), haverá incremento no atual cenário da construção civil em Uberaba.