Marilda Resende lembra que a democracia necessita da participação da mulher de forma paritária
As comemorações em torno do Dia Internacional da Mulher terão início nesta segunda-feira (5), no calçadão da rua Arthur Machado, às 10h, com a manifestação que celebra os 80 anos de conquista do voto feminino e a solicitação da criação da lavanderia comunitária. Segundo a Coordenadoria Municipal de Política Pública para Mulheres, o manifesto busca incentivar a participação da mulher na vida pública e em pontos distintos, como a educação.
A coordenadora do órgão, Marilda Ribeiro Resende, convida a todos a assinarem o manifesto, que será entregue aos diversos órgãos, tanto municipal, como estadual e federal. “Ele propõe uma reforma política, onde haja paridade para a representação da mulher. A democracia necessita da participação da mulher de forma paritária. Defendemos a igualdade e isso é um princípio que norteia os direitos humanos no mundo inteiro”, destaca.
Depois da coleta das assinaturas, o documento será encaminhado, ainda esta semana, à Câmara Municipal e ao prefeito Anderson e, posteriormente, aos demais órgãos. “Nós abordamos vários itens que são voltados às mulheres, como a imediata implantação do piso salarial nacional para os profissionais de educação. Por isso, vamos visitar a Superintendência de Ensino, a Secretaria Municipal e Estadual de Educação. Vamos solicitar também a garantia de que 10% do PIB do país sejam destinados à educação. Estes pontos foram aprovados na última Conferência Nacional de Políticas para as Mulheres”, disse Marilda, ressaltando que a conferência e o manifesto preveem uma solicitação ao governo Federal, de que 50% dos recursos gerados pelo pré-sal sejam usados para melhorar todos os níveis da educação, especialmente a infantil.
Sobre a lavanderia comunitária, ela pondera que é necessário para a cidade, sendo que em outras, ela já é realidade. “Ela é um benefício para a mulher trabalhadora, além de proporcionar mais tempo livre para ela. Nós já temos como realidade o restaurante popular, que faz parte da política pública em defesa da mulher”, destaca.