(Foto/Ilustrativa)
O diabetes gestacional ocorre quando se tem qualquer alteração nos níveis de glicose no sangue da mulher durante a gestação. No entanto, estas alterações podem persistir e evoluir para um quadro de diabetes após o nascimento da criança em muitos dos casos. É o que explica a endocrinologista Fernanda Magalhães em entrevista ao programa Pingo do J, da Rádio JM.
A médica conta que a maior parte das gestantes que, mesmo não tendo histórico de alterações nos níveis de glicose, apresentam alterações nos índices glicêmicos têm quadros de hipoglicemia, ao invés de glicose mais alta. Esta hipoglicemia é que geralmente causa mal-estar na gravidez.
No entanto, segundo a endocrinologista, em cerca de 20% dos casos de diabetes gestacional, a doença não desaparece após o nascimento da criança, sendo que em alguns casos, ressurge até alguns anos depois. “Aquela mulher que teve diabetes gestacional, ela já tem alguma tendência hereditária ao diabetes tipo 2. E as crianças filhas de mães diabéticas, geralmente, também têm essa tendência”, ressalta Fernanda.
Por isso, a médica destaca a importância no cuidado com o peso, a alimentação e a prática de exercícios físicos para a prevenção do diabetes, mesmo após a gestação.