Questionamento envolve prêmio em dinheiro e princípio da impessoalidade; Fundação Cultural aponta ausência de vedação no edital

Eleição da Corte do Carnaval 2026 foi realizada na Concha Acústica; Valdemir de Morais foi escolhido Rei Momo, Tatiana da Silva como Rainha e Thawanny Fernanda de Castro Cândido como Princesa do Carnaval de Uberaba. (Foto/Reprodução Prefeitura de Uberaba)
Eleição da corte carnavalesca levantou dúvidas e críticas por parte de ouvinte da Rádio JM, que questiona a lisura do processo, uma vez que a Rainha do Carnaval integra o funcionalismo público municipal. Tatiana da Silva é servidora e também ostenta a coroa neste ano, o que poderia ferir os princípios da impessoalidade e da moralidade administrativa no processo. Contudo, não há vedação legal à participação, uma vez que o edital de chamamento não contempla tal regra, segundo a Fundação Cultural de Uberaba.
A eleição da Corte ocorreu no dia 23 de janeiro, durante evento realizado na Concha Acústica. Na ocasião, Valdemir de Morais foi eleito Rei Momo, Tatiana da Silva, Rainha, e Thawanny Fernanda de Castro Cândido, Princesa do Carnaval Uberaba em Tom Maior na Terra de Gigantes. A eleição marcou a abertura oficial da programação carnavalesca de 2026.
Para o ouvinte, como o concurso cultural foi promovido pelo Município e contempla premiação em dinheiro, os integrantes do funcionalismo público não poderiam participar. Isso porque, sendo o corpo de jurados também formado por servidores, poderia haver favoritismo no processo.
Diante da dúvida, a reportagem buscou o edital de chamamento, publicado no Porta-Voz do dia 6 de janeiro, onde não consta tal vedação para a eleição da corte carnavalesca. As regras e exigências do concurso estão detalhadas no Edital n.º 2842. Conforme o item 2.1, puderam se inscrever representantes de clubes sociais, recreativos, culturais e esportivos, escolas, centros acadêmicos, comércio, indústria, cidadãos em geral e membros de associações, desde que atendidos os requisitos e condições previstos para cada categoria.
Questionada pelo Jornal da Manhã, a Fundação Cultural de Uberaba ressaltou, em nota, que as regras do concurso eram claras e todos os candidatos manifestaram concordância com as normas no momento da inscrição. A instituição também informou que não recebeu qualquer reclamação, recurso ou pedido de diligência no prazo recursal previsto no edital. Por fim, a Fundação destacou que o processo foi devidamente encerrado e encontra-se conforme as normas estabelecidas.