A indústria registrou saldo negativo na geração de empregos no mês de maio em Uberaba, conforme revela os dados do Cadastro-Geral de Empregados e Desempregados (Caged). Houve 632 admissões contra 909 demissões ao longo do período, contabilizando saldo negativo de 277 vagas.
Para o presidente do Centro das Indústrias do Vale do Rio Grande (Cigra), Nagib Facury, os dados geram grande preocupação para o setor.
De acordo com ele, o levantamento coloca o município dentro da realidade brasileira em razão da desaceleração do crescimento do setor. “São quase trezentos postos de trabalho que perdemos. E isso é um número elevado”, afirma o dirigente.
Além disso, os dados municipais são totalmente contrários aos registrados em abril, que na época surpreenderam o dirigente classista. Durante o período, foram 955 admissões contra 793 demissões, totalizando saldo positivo de 162 novos postos de trabalho. O número foi de quase 40% de todas as vagas criadas durante o período em Uberaba. Na época, ele afirmou que o município estava na contramão do cenário nacional e atribuiu o desempenho ao bom momento econômico por que passa Uberaba, com a consolidação do projeto da planta de amônia da Petrobras.
“Em maio, registramos um saldo negativo, o que é preocupante”, acrescenta. No entanto, ele não sabe apontar os motivos da grande queda na geração de empregos. “Podemos apenas afirmar que o problema não é só de Uberaba”, observa.
Vale destacar que dados da Pesquisa Industrial Mensal de Emprego e Salário (Pimes), divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), apontaram que o nível de emprego na indústria fechou os primeiros quatro meses do ano com queda de 2%, na comparação com o mesmo período do ano anterior, intensificando o ritmo de queda em relação ao registrado no último quadrimestre do ano passado, de -1,7%.