REPARO

Engenheiro aponta rompimento de ferragens em pilar e detalha obra complexa em ponte do rio Grande

Altamir Roso diz que reparo pode exigir escoramento com macacos hidráulicos e reconstrução do trecho danificado; laudo deve sair em 45 dias

Débora Meira
Publicado em 12/02/2026 às 09:49
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A ponte é uma ligação estratégica entre municípios de Minas e São Paulo, com tráfego diário estimado em 3 mil veículos, incluindo caminhões pesados, moradores e turistas (Foto/Reprodução)

A ponte é uma ligação estratégica entre municípios de Minas e São Paulo, com tráfego diário estimado em 3 mil veículos, incluindo caminhões pesados, moradores e turistas (Foto/Reprodução)

A interdição da ponte sobre o rio Grande, entre Conceição das Alagoas (MG) e Miguelópolis (SP), ganhou novos detalhes sobre a gravidade dos danos. Segundo o engenheiro e diretor do CREA-MG, Altamir Roso, os pilares da ponte sofreram cisalhamento, fazendo com que as ferragens internas se rompam e sustentem o tabuleiro, função para a qual não foram projetadas, aumentando significativamente o risco de instabilidade da estrutura.  

Em entrevista ao Pingo do J, da Rádio JM, o engenheiro detalha que o desgaste da ponte é resultado de anos sem manutenção formal, agravado pelo peso das carretas modernas e pela velocidade excessiva dos veículos, fatores muito superiores aos previstos no projeto original, construído na década de 1970. “Não houve registro de inspeções ou reparos desde a construção. A ponte ficou sem dono, sem responsabilidade clara, o que deixou a estrutura vulnerável”, afirma. 

O engenheiro explica que o reparo não pode se limitar a reforços superficiais. “Um reforço apenas esconderia o problema. É necessário demolir o trecho danificado do pilar, escorar o tabuleiro com macacos hidráulicos e reconstruir a estrutura subaquática, utilizando uma ensecadeira para drenar a água e trabalhar sobre o solo firme”, disse. A escoração será feita com equipamentos de ferro, garantindo estabilidade enquanto o pilar é refeito, e os demais pilares também serão inspecionados para prevenir novos riscos. 

Sobre o prazo, Roso ressaltou que o estudo técnico precisa ser concluído antes de qualquer intervenção. Segundo ele, a expectativa é de 45 dias para o laudo, com mais 45 dias para execução da obra, caso seja confirmada a necessidade de reconstrução dos pilares. Dependendo do resultado, será possível liberar veículos leves antes da conclusão total da obra. 

A ponte é uma ligação estratégica entre municípios de Minas e São Paulo, com tráfego diário estimado em 3 mil veículos, incluindo caminhões pesados, moradores e turistas. O engenheiro destacou que acidentes anteriores, colisões e desgaste natural da estrutura contribuem para a situação atual, reforçando a urgência de medidas técnicas especializadas. 

Entenda o caso 

O vice-governador de Minas, Mateus Simões, esteve no local e anunciou que o DER-MG assume a responsabilidade pela obra, com o apoio financeiro dos governos de Minas e São Paulo. O laudo técnico deve ser concluído em cerca de 45 dias, e a expectativa é que, caso seja necessário reconstruir os pilares, o reparo leve um prazo similar, com possibilidade de liberação parcial para veículos leves. A ponte é uma rota estratégica, utilizada por cerca de 3 mil veículos por dia, incluindo caminhões de grande porte, além de atender moradores e turistas da região.

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