Enquanto aguarda resposta do Ministério da Saúde, a Associação de Combate ao Câncer do Brasil Central (ACCBC), mantenedora do Hospital Dr. Hélio Angotti, espera resposta de mais um pedido de ajuda feito à Prefeitura Municipal de Uberaba, por meio da Secretaria de Saúde, para enfrentar o déficit mensal de R$600 mil na instituição. Recentemente a falta de medicamentos gerou reclamações de pacientes na imprensa local.
Na tarde da última quinta-feira (10), diretores do hospital, o secretário municipal de Saúde, Fahim Sawan, e o deputado estadual Adelmo Leão conversaram com Aparecida Pimenta e Heide Gauche, técnicas do Ministério da Saúde, às quais foi exposta a situação do Hospital do Câncer de Uberaba. Os técnicos do ministério, entretanto, ainda vão avaliar com o ministro Arthur Chioro a possibilidade de novo aporte de recursos destinados ao atendimento dos pacientes com câncer de Uberaba e região. Foram com o presidente do hospital, Délcio Scandiuzzi, o vice-presidente Gabriel Prata Rezende e o diretor-executivo José Carlos de Almeida.
Enquanto a instituição espera resposta do Ministério, a situação é analisada no âmbito municipal pelo secretário Fahim Sawan, conforme determinação do prefeito Paulo Piau, diante das dificuldades para cobrir as despesas. “O município sempre foi nosso parceiro e nós confiamos também no prefeito Paulo Piau e no secretário Fahim para continuarmos salvando muitas vidas, pois o câncer não pode esperar”, afirma Délcio Scandiuzzi.
O hospital tem dado suporte à administração municipal eliminando filas no atendimento a pacientes de média e alta complexidade. Porém a tabela SUS não cobre todos os custos da instituição filantrópica. O risco de voltar a faltar medicamentos é real, conforme a direção da instituição. “Nós entendemos a situação do Hospital Dr. Hélio Angotti, pois os recursos repassados pelo SUS são insuficientes para cobrir o custeio do hospital”, diz o secretário Fahim Sawan. “Estamos debruçados sobre este assunto para encontrarmos uma forma de ajudar mais o hospital”, completa.
Scandiuzzi destaca que a instituição tem melhorado, com tecnologia e estrutura física atualizada. “Mas, para resolvermos o problema da falta de recursos para a compra de medicamentos, cada vez mais caros, precisamos de um esforço conjunto, envolvendo Prefeitura, Secretaria Municipal de Saúde, governo do Estado, Ministério da Saúde, empresas e sociedade de Uberaba e região”, acentua o presidente.
Os investimentos mensais do Hospital do Câncer em medicamentos e materiais hospitalares saltaram da casa de R$320 mil (2009) para mais de R$970 mil em 2014. Com as doações da sociedade, o prejuízo da instituição até o fim do ano de 2014 será de R$2 milhões 379 mil. Sem as doações, o déficit será de R$13 milhões e 615 mil.