CIDADE

Estudantes protestam contra ato que barrou aluna de cabelo azul

Movimento foi organizado por meio da internet e antecipado para evitar qualquer tipo de boicote, segundo os organizadores

Publicado em 17/02/2012 às 08:28Atualizado em 17/12/2022 às 08:25
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Estudantes portando cartazes e alguns com cabelos pintados de azul foram até a porta do colégio se manifestar em favor da liberdade de expressão

Após matéria publicada no Jornal da Manhã sobre a proibição de aluna do Colégio Cenecista Dr. José Ferreira de frequentar aulas por ter pintado os cabelos de azul, nesta quinta-feira a notícia estava nos principais sites nacionais e o caso era um dos mais comentados nas redes sociais. A indignação com o ato do diretor fez com que alunos, inclusive de outras instituições, realizassem manifestação na tarde desta quinta-feira na porta do colégio.

Cerca de 30 estudantes de colégios particulares e da Universidade Federal do Triângulo Mineiro (UFTM) articularam a manifestação por meio do Facebook. O movimento estava marcado para acontecer somente nesta sexta-feira, mas, temendo o boicote por parte de outras pessoas, os jovens resolveram antecipar o ato. Os manifestantes portavam cartazes defendendo a liberdade de expressão e o direito de ir e vir do cidadão. Além disto, muitos deles pintaram os cabelos com spray na cor azul e colocaram adesivos pretos na boca, que simbolizavam uma mordaça.

De acordo com uma das organizadoras, Verônica Souza Furtado, estudante do curso de Serviço Social da UFTM, a ideia da organização surgiu após desabafo do pai da menor, Guilherme Diamantino, postado na internet. “Nossa intenção não é fazer arruaça e sim uma manifestação silenciosa. Viemos com cartazes e uma tarja preta na boca, lutando pela inclusão social. Estamos questionando o que a cor do cabelo muda na vida de uma pessoa.”

Outra que também estava participando do ato, ex-aluna do colégio e atualmente estudante do curso de Serviço Social da UFTM, Danyelle Pfeifer, vê o ato do diretor como discriminatório. “Cada um tem o direito de ir e vir e escolher a cor do próprio cabelo. Acho uma falta de respeito com a adolescente.”

Jornalista e mãe de aluna do Colégio Dr. José Ferreira, Cíntia Cerqueira Cunha afirma que a proibição de a estudante frequentar as aulas devido à cor dos cabelos causou a sensação de indignação e tristeza. “O regime militar acabou em 1984 e esses meninos ainda o sentem neste colégio. Sentem medo de se manifestar e de pedir mudanças nas regras. Com a manifestação, os alunos querem a revisão do regime disciplinar da escola em conjunto com a direção, com os pais e estudantes, pois eles querem o consenso e poder participar das decisões do colégio.”

Mais uma vez a direção do colégio foi procurada pelo Jornal da Manhã, mas afirmou que por enquanto não se pronunciará a respeito.

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