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Famílias acolhedoras oferecem lar temporário a crianças afastadas dos pais em Uberaba

Serviço evita institucionalização e garante convivência familiar enquanto a Justiça acompanha cada caso

Débora Meira
Publicado em 31/05/2026 às 17:48Atualizado em 31/05/2026 às 18:09
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Crianças e adolescentes afastados temporariamente da família por situações de vulnerabilidade podem ser acolhidos por famílias cadastradas em Uberaba, em vez de permanecerem em instituições. O serviço de família acolhedora, mantido pelo município, busca garantir convivência familiar durante o período em que a Justiça acompanha cada caso. 

Em entrevista ao programa Pingo do J, Jussara Marra, representante do Grupo de Apoio à Adoção de Uberaba (GRAAU), explicou que o acolhimento familiar funciona como alternativa à institucionalização e prioriza um ambiente mais próximo da rotina doméstica, especialmente para crianças menores e grupos de irmãos. 

Segundo ela, as famílias acolhedoras passam por treinamento e acompanhamento técnico antes de receberem crianças ou adolescentes. O acolhimento é temporário e diferente da adoção definitiva. “A pessoa precisa entender que aquilo é um serviço, uma prestação de acolhimento temporário, substituindo a institucionalização”, afirma. 

Jussara destacou que o programa também ajuda a evitar a separação entre irmãos, situação comum em instituições de acolhimento, onde crianças acabam divididas por faixa etária ou sexo. Em alguns casos, famílias acolhedoras recebem grupos de irmãos para preservar os vínculos afetivos. 

Ela ressaltou ainda que o apego criado durante o acolhimento não deve ser encarado como problema. “A gente precisa de apego para sobreviver”, disse. 

De acordo com a representante do GRAAU, muitas famílias continuam presentes na vida das crianças mesmo após o encerramento do acolhimento, acompanhando momentos importantes e mantendo contato após adoção ou reintegração familiar. “O fato dessa criança ser adotada não impede que você continue tendo contato com ela. Pelo contrário, as famílias acolhedoras ajudam na vinculação com a família adotiva”, ressalta. 

Segundo Jussara, o serviço é acompanhado por equipes do município e pela rede de proteção, incluindo Judiciário, Ministério Público e assistência social. O objetivo principal é garantir segurança e estabilidade emocional às crianças durante o período de acolhimento. 

Ela também destacou que o programa funciona como uma forma de humanizar o atendimento às crianças afastadas do convívio familiar. “O foco sempre é o melhor interesse da criança e do adolescente”, pontua. 

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