GEOPARQUE

Ponte Alta pode virar novo polo do turismo paleontológico em Uberaba

Geossítio fechado abriga importante sítio de ovos de dinossauros e depende de articulação para reabertura

Juliana Corrêa
Publicado em 31/05/2026 às 08:39
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A consolidação do Geoparque Uberaba como destino turístico passa, segundo o geólogo e paleontólogo Luiz Carlos Borges Ribeiro, pela estruturação dos principais geossítios da cidade e pela profissionalização do turismo receptivo. Em entrevista à Rádio JM, ele afirmou que Uberaba ainda precisa avançar em áreas como sinalização, acessibilidade, divulgação, roteiros organizados e funcionamento de espaços culturais nos fins de semana para transformar o patrimônio paleontológico em atividade econômica permanente. 

Entre as prioridades apontadas pelo pesquisador está a implantação de infraestrutura em geossítios considerados de relevância internacional, como Peirópolis, Serra da Galga e Ponte Alta. Luiz Carlos destacou que projetos de acesso, estacionamento, escadarias e sinalização já começam a ser discutidos, inclusive com apoio de instituições e possibilidade de captação de recursos. “Se não tiver acesso, sinalização e estrutura mínima, a pessoa passa pela rodovia e nem sabe o que existe ali. O geossítio precisa estar preparado para receber visitantes e explicar o que ele representa”, afirmou. 

O paleontólogo também revelou que acionou o Ministério Público para tentar viabilizar a reabertura do geossítio de Ponte Alta, atualmente fechado por estar localizado em área pertencente à CSN (Companhia Siderúrgica Nacional). Segundo ele, o local abriga um dos mais importantes sítios de ovos de dinossauros do hemisfério sul e pode se tornar um novo polo de pesquisa, educação e turismo paleontológico. A expectativa é que, após análises da Agência Nacional de Mineração, seja possível iniciar um processo de ocupação científica e turística da área. 

Para Luiz Carlos, outro desafio é fazer com que Uberaba deixe de ser apenas uma cidade emissora de turistas e passe a se consolidar como destino receptivo. Ele avalia que ainda falta profissionalização do setor, além de maior integração entre poder público, empresários e instituições culturais. “O turismo só vai funcionar em Uberaba quando a gente profissionalizar. Não adianta ter patrimônio importante sem roteiro organizado, museu aberto, receptivo preparado e divulgação permanente”, declarou. 

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