Idosa caiu dentro do ônibus por conta de freada brusca do motorista. O acidente aconteceu na tarde de segunda-feira (12). De acordo com Madalena Alves Sousa, aposentada de 73 anos, o motorista não a esperou descer do veículo. A filha dela, que a acompanhava, gritou, chamando a atenção do motorista para que parasse, e foi exatamente neste momento que ela caiu. Devido à freada brusca, Madalena se desequilibrou.
Esta não é a primeira vez que o fato acontece entre os familiares de Madalena. Ela conta que o neto quase sofreu um acidente dentro do ônibus porque o motorista não esperou que descesse do veículo. “No caso do meu neto, como é mais jovem, não caiu e conseguiu se firmar, mas teve que descer um ponto à frente. Já eu sou idosa e tenho problemas nas pernas, ando devagar e para descer escadas não é nada fácil”, afirma Madalena.
Emocionada e bastante sentida com o fato, a aposentada não culpa o motorista pelo acidente. Segundo ela, a linha que usa com frequência (Uniube/Jardim Primavera) está circulando sem cobrador, e a presença deste profissional ajuda bastante, tanto na hora de fazer a cobrança da tarifa como também para orientar o motorista sobre os passageiros, se todos desceram no ponto. “O ônibus está sempre lotado e o motorista não consegue ver a movimentação na parte de trás. Já o cobrador tem uma visão privilegiada e pode dizer para o motorista se pode seguir ou não”, diz.
De acordo com o superintendente de Transporte da Secretaria de Planejamento, Claudinei Nunes, a Prefeitura não tolera esse tipo de acidente. Em casos como este, imediatamente a secretaria notifica as empresas, solicitando o afastamento do profissional. Claudinei considera inadmissível a falta de atenção do motorista. Para ele, é preciso ter cuidado com os usuários que está transportando. “Nestes casos é importante que a pessoa anote o prefixo do ônibus, o horário e a linha, para que seja possível fazer a notificação”, diz.
A equipe de reportagem do Jornal da Manhã entrou em contato com a empresa Líder para que se posicionasse sobre o fato. O supervisor de tráfego, João Olímpio, informa que entrou em contato com Madalena para se informar sobre o caso. Depois conversou com o motorista, que revelou que naquele momento o veículo estava superlotado, e ainda, depois da queda prestou todos os atendimentos à aposentada, que descartou a necessidade de acionar o resgate. Para Olímpio, fatos como este são esporádicos, não é possível prever e que poderia ter acontecido com ou sem cobrador, uma vez que o veículo estava lotado.