CIDADE

Funcionários da Funepu aceitam proposta e suspendem a greve

Funcionários da Fundação de Ensino e Pesquisa de Uberaba (Funepu) suspendem temporariamente movimento grevista. A categoria decidiu em assembleia pela aprovação da proposta

Geórgia Santos
Publicado em 06/11/2014 às 08:09Atualizado em 17/12/2022 às 02:51
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Funcionários da Fundação de Ensino e Pesquisa de Uberaba (Funepu) suspendem temporariamente movimento grevista. A categoria decidiu em assembleia pela aprovação da proposta feita pela fundação, mas com a garantia de que será feita mais uma rodada de negociação, que inclusive já está agendada para o dia 21 de novembro, na Justiça do Trabalho, quando serão discutidas reivindicações de reajuste salarial.

A greve teve início no dia 20 de outubro, ocasião em que cerca de 400 trabalhadores, entre auxiliares e técnicos de enfermagem, fisioterapeutas, enfermeiros, farmacêuticos, auxiliares de farmácia, nutrição, engenheiros e funcionários da parte administrativa do Hospital de Clínicas, aderiram ao movimento, que começou diante da insatisfação e insegurança no emprego a partir da chegada da Ebserh. “A paralisação dos trabalhadores teve a duração de nove dias, mas pode ser retomada a qualquer momento. Durante a assembleia, a categoria aprovou as propostas feitas pela fundação, mas na condição de que serão promovidas novas tratativas a serem discutidas em audiência ainda este mês”, explica o presidente do Sindicato dos Trabalhadores de Hospitais e Casas de Saúde, Juny Júnior Guimarães.

A proposta feita pela Funepu, em audiência na Superintendência Regional do Trabalho, foi a isonomia de trabalho entre funcionários da fundação e Ebserh e, também, a garantia de que não haverá desconto no abono de R$120 em caso de atestado; os dias parados de greve também não serão descontados e, por fim, uma estabilidade parcial aos funcionários.

Segundo Juny, não foi possível garantir que não serão demitidos diante da chegada da Ebserh, que está promovendo concursos para contratação. “Repassamos aos trabalhadores na assembleia tudo que fizemos para garantir o emprego, inclusive na Justiça do Trabalho, mas infelizmente, por se tratar de uma fundação, ela possui autonomia financeira. Com a chegada da Ebserh, que está contratando novos profissionais, o recurso repassado à Funepu diminui e por isso não é possível manter os trabalhadores. Apenas garantimos na Justiça a isonomia de trabalho e manutenção daqueles que vão se aposentar em um período de 24 meses”, explica Juny, ressaltando que a única forma de continuarem no HC é através do concurso ou conseguindo emprego em empresas terceirizadas contratadas para serviços.

Além disso, existem outras pendências, como melhorias salariais, a cesta básica, plano de saúde, aumento no tíquete-alimentação, entre outras reivindicações da categoria, que serão discutidas com a Funepu e representantes da Universidade Federal do Triângulo Mineiro, visto que a data-base dos trabalhadores é no mês de fevereiro.

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