INDENIZAÇÃO

Funcionários da Móveis Basílio vão à Justiça em busca do acerto

Sindicato da categoria já conseguiu o arresto de bens para garantir o recurso de cerca de R$2 milhões para quitar os direitos trabalhistas

Marconi Lima
Publicado em 26/02/2025 às 19:41
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No último dia 20, operação da Polícia Civil realizou busca e apreensão nos endereços da empresa, que encerrou as atividades no dia 10 de fevereiro (Foto/Divulgação)

No último dia 20, operação da Polícia Civil realizou busca e apreensão nos endereços da empresa, que encerrou as atividades no dia 10 de fevereiro (Foto/Divulgação)

Trabalhadores da Móveis Basílio, empresa que encerrou suas atividades, devem ter direito a pelo menos R$2 milhões de indenização. É o que calcula o Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias da Construção Civil e do Mobiliário de Uberaba (STICMU). A entidade ingressou com ação coletiva na Justiça do Trabalho para garantir o pagamento das indenizações.

Presidente do STICMU, José Lacerda Sobrinho, disse que a entidade acompanha a situação dos trabalhadores da Móveis Basílio e colocou o Departamento Jurídico da entidade para atuar na defesa dos direitos trabalhistas.

O advogado do STICMU, Elton Guissoni, disse, em entrevista ao programa Pingo do J, na Rádio JM, que os trabalhadores foram comunicados do encerramento das atividades com aviso prévio indenizável no dia 10 de fevereiro, com pagamento previsto para o dia 20.

“Como não ocorreu o pagamento, aí no dia 21 entramos com a ação na Justiça Trabalhista, solicitando o arresto dos equipamentos, para garantir o acerto dos direitos trabalhistas dos ex-funcionários da Móveis Basílio. A Justiça Trabalhista nos deu ganho de causa e agora está em alinhamento com a Justiça Criminal, que também fez bloqueio de bens para garantir outros pagamentos. Então, estamos trabalhando para que seja feito um ajuste, para garantirmos o pagamento desses trabalhadores”, esclareceu Guissoni.

O advogado do sindicato calcula que as indenizações trabalhistas somem cerca de R$2 milhões.

“Os trabalhadores são a parte mais frágil nesse processo de pagamento das dívidas da empresa. São sempre os que vão para o fim da fila. O pagamento imediato dessas indenizações é uma questão humanitária”, completou José Lacerda.

No último dia 20, em Uberaba, a Polícia Civil cumpriu três mandados de busca e apreensão contra a empresa de móveis planejados “Basílio Planejados”. Os mandados foram cumpridos na casa dos investigados e nas empresas.

Dois mandados de prisão foram expedidos, mas os alvos não foram encontrados e são considerados foragidos.

De acordo com a investigação, pelo menos 30 pessoas denunciaram a empresa após assinarem contratos e não receberem os produtos, mesmo após pagarem grande parte do serviço. O prejuízo dos clientes chega a R$20 milhões.

Desde 10 de fevereiro de 2025 a “Basílio Planejados” está de portas fechadas e com placa de “aluga-se”. Pelo menos 74 famílias foram impactadas pela suposta fraude cometida pela empresa.

O delegado-chefe do 5º Departamento de Polícia Civil, Felipe Colombari, revelou ao JM News 1ª Edição, da Rádio JM, que o balanço parcial indicava 24 boletins de ocorrência registrados não só em Uberaba, como também em cidades da região. Além disso, cerca de 50 trabalhadores também foram atingidos pelo fechamento abrupto das lojas. Contudo, o número de vítimas tende a aumentar.

Também em entrevista ao programa Pingo do J, o presidente do Sindicato da Indústria Moveleira de Uberaba (Sindimóveis), Fabiano Guimarães Rodrigues, disse que o fechamento da Móveis Basílio se trata de uma situação atípica, uma vez que Uberaba possui muitas empresas que atuam no mesmo setor.

“Já tivemos maior participação na economia local, mas ainda é um setor que atua fortemente na geração de emprego e renda. Nós temos boas perspectivas para este ano. Houve uma queda em 2023; em 2024, estabilizou, e agora a tendência é de crescimento. Não sabemos o que aconteceu com a empresa, mas devido às boas perspectivas para o setor, talvez pudesse buscar outros caminhos para manter a continuidade das atividades”, ressaltou.

Rodrigues lembrou que no setor moveleiro em Uberaba atuam 28 empresas, “com boa reputação no mercado. Então, o que ocorreu causa em um primeiro momento uma situação incômoda, mas o município é conhecido na região pela sua tradição na fabricação de móveis”.

Fabiano disse ainda que o setor deve absorver toda a mão de obra dos trabalhadores que perderam seus empregos na empresa que fechou.

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