Somente após uma greve de 15 dias e uma paralisação de cinco horas foi possível marcar a negociação com representantes do governo
Negociação entre professores e governo estadual avança e mais uma reunião será realizada nesta quarta-feira. A negociação foi marcada após quinze dias de greve e atividades de mobilização da categoria. Neste primeiro encontro, a secretária de Planejamento, Renata Vilhena, levou à diretoria do Sind-UTE alguns avanços na pauta de negociação e se comprometeu a apresentar as reivindicações da categoria ao setor jurídico, e na próxima reunião, dia 25 de junho, será apresentada proposta.
Segundo a coordenadora regional do Sind-UTE, Maria Helena Gabriel, depois de meses reivindicando um encontro, uma greve de 15 dias e ainda uma paralisação de cinco horas, somente depois de muita mobilização foi possível marcar a negociação com representantes do governo. “Tivemos avanços significativos, mas o Estado ainda precisa esclarecer várias dúvidas como, por exemplo, a Lei 100. Queremos saber sobre o que será feito com os trabalhadores que deverão sair das escolas e, neste caso, a secretária ficou de tratar o assunto com os advogados do Governo”, explica Maria Helena, ressaltando que o governo abriu debate para discussão sobre o assunto e a secretária concordou com o Sind-UTE em que o professor nomeado possa completar cargo e mudar de lotação antes do novo concurso.
Ainda segundo a coordenadora, outro assunto tratado neste primeiro encontro foi a respeito da progressão de carreira. A secretária fez uma nova promessa com o pagamento em agosto, retroativo a novembro (a proposta anterior era janeiro). Quanto à suspensão das férias, o governo disse que elas não estão suspensas, mas vai procurar informações. O Sind-UTE pediu que o governo nomeie concursados para todas as vagas divulgadas no edital do concurso. A secretária, por sua vez, disse que o governo não vai nomear nenhum concursado até novembro, vai prorrogar o concurso. Ficou acertado o compromisso de cronograma de nomeações no início do segundo semestre. “Enfim, o debate foi longo, avançamos em conseguir esse primeiro encontro. Na próxima quarta-feira teremos mais um, quando a secretária trará as propostas, é essa nossa expectativa”, diz.
Mas a intenção é que haja avanços, e que não fique apenas na conversa. “Precisamos que o governo repasse à categoria certezas sobre as negociações. Estamos com a greve suspensa. Ela não terminou, pode voltar a qualquer momento, por isso o governo deve resolver as pendências que temos”, finaliza a sindicalista.