CIDADE

Hospital da Criança restringe o atendimento a 120 pacientes/dia

Direção do Hospital da Criança explica que novo contrato com o SUS prevê o atendimento máximo de 120 pacientes por dia, para que o serviço passe a funcionar adequadamente

Renata Mambrim
Publicado em 11/10/2012 às 20:56Atualizado em 19/12/2022 às 16:56
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Hospital da Criança restringe atendimento a partir de 22 de outubro. Em carta à população, a direção do Hospital da Criança explica que novo contrato com o SUS prevê o atendimento máximo de 120 pacientes por dia, para que o serviço passe a funcionar adequadamente. Em épocas de seca, quando o tempo proporciona a ocorrência de doenças, o hospital chegou a atender mais de 300 crianças por dia. Agora, serão somente atendimentos de emergência, distribuídos por períodos: 40 pacientes de manhã, 40 pacientes de tarde e 40 pacientes à noite.

De acordo com Maria Rita Carniel, a decisão foi tomada para preservar a qualidade do atendimento do hospital, que vinha sendo prejudicada pelo excesso de demanda. Com isto, pretende-se evitar tumultos e insatisfações que vinham acontecendo. “O número de pediatras que possuímos não era condizente com o volume de atendimentos. O recurso recebido também não é suficiente para atender à demanda, gerando déficit. O que a gente não quer é que a população fique esperando por mais de cinco horas, como está acontecendo. Não é justo”, comenta.

Para tornar mais eficaz o atendimento, o hospital passou a qualificar a prioridade de atendimento com uma classificação de risco, ou seja, assim que o paciente dá entrada, é feita uma avaliação com enfermeira-padrão. O número de 120 atendimentos por dia foi baseado em estimativa da média de atendimento anual. “É o que a gente pode atender com qualidade e com fila de espera de no máximo uma hora. Nós estamos limitando as consultas de ambulatório, como urticárias, piolho. As urgências e emergências não serão limitadas e a porta estará aberta 24 horas”, diz.

Então, a orientação do hospital é que a população procure as Unidades Básicas de Saúde do município para casos de queixas mais simples. Esta decisão do hospital vem sendo trabalhada desde o ano passado e foram consultados a promotoria e os conselhos médicos. Também houve reunião com a Secretaria Municipal de Saúde.

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