IFOOD

iFood diz que entregadores ganham em média de R$ 2 mil a R$ 3,5 mil

Plataforma afirma que valor depende da quantidade de entregas, distância percorrida e horas trabalhadas

Débora Meira
Publicado em 21/08/2026 às 15:48
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O valor recebido por um entregador do iFood leva em consideração o pedido e a distância percorrida, segundo Lucas Piton, Head de Relações Institucionais da plataforma. Durante entrevista ao Pingo do J, da Rádio JM, em Uberaba, ele afirmou que a renda mensal dos profissionais fica, em média, entre R$ 2 mil e R$ 3,5 mil, mas pode chegar a R$ 5 mil para quem trabalha mais. 

No modelo chamado Full Service, em que o iFood é responsável pela logística do pedido, o profissional recebe um valor pela entrega e outro conforme os quilômetros percorridos. Segundo Piton, o pagamento por pedido fica na faixa de R$ 6 a R$ 7. “Esse entregador recebe um valor por pedido, vai ser remunerado por quilômetro rodado. Quanto mais longe ele entregar, mais ele ganha”, explica.  

A distância, portanto, é um dos fatores que interferem no valor recebido pelo profissional. Quanto maior o deslocamento necessário para concluir a entrega, maior é a parcela relacionada à quilometragem. 

Ao falar sobre os ganhos dos profissionais, Piton citou ainda um valor de R$ 21 por hora durante o período em que a regulamentação do trabalho por aplicativos estava em discussão. O número foi apresentado como uma média daquele período, e não como uma garantia de remuneração atual. “Na época da regulação, o entregador ganhava até R$ 21 por hora, na média”, afirma.  

Segundo o executivo, a renda mensal varia conforme a quantidade de horas trabalhadas. Na média citada por ele, os ganhos ficam entre R$ 2 mil e R$ 3,5 mil, enquanto profissionais que trabalham mais podem alcançar valores superiores. “Na média, ele pode ganhar de, assim, entregadores bons chegam a ganhar, acho que R$ 5.000, mas ele ganha na média de R$ 2.000 a R$ 3.500 por mês”, destaca.  

Piton também destacou que o profissional não precisa depender exclusivamente das entregas para obter renda. A possibilidade de escolher quando ficar disponível para receber pedidos permite, segundo ele, conciliar a atividade com outro trabalho. “O entregador não precisa ser exclusivamente entregador. Ele pode ter uma atividade profissional separada”, pontua.  

A flexibilidade é uma das características do modelo de trabalho por plataforma citadas pelo executivo. Diferentemente de uma jornada fixa, o entregador pode decidir os períodos em que pretende atuar. 

Os valores e a forma de pagamento também podem variar conforme o modelo de operação. Além do Full Service, Piton citou os chamados entregadores “de nuvem” e profissionais que trabalham por meio de empresas de logística parceiras. 

Os valores de remuneração citados na entrevista foram apresentados por Piton como referências da operação da plataforma e não correspondem necessariamente à renda de todos os entregadores nem especificamente aos profissionais de Uberaba.

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