O valor recebido por um entregador do iFood leva em consideração o pedido e a distância percorrida, segundo Lucas Piton, Head de Relações Institucionais da plataforma. Durante entrevista ao Pingo do J, da Rádio JM, em Uberaba, ele afirmou que a renda mensal dos profissionais fica, em média, entre R$ 2 mil e R$ 3,5 mil, mas pode chegar a R$ 5 mil para quem trabalha mais.
No modelo chamado Full Service, em que o iFood é responsável pela logística do pedido, o profissional recebe um valor pela entrega e outro conforme os quilômetros percorridos. Segundo Piton, o pagamento por pedido fica na faixa de R$ 6 a R$ 7. “Esse entregador recebe um valor por pedido, vai ser remunerado por quilômetro rodado. Quanto mais longe ele entregar, mais ele ganha”, explica.
A distância, portanto, é um dos fatores que interferem no valor recebido pelo profissional. Quanto maior o deslocamento necessário para concluir a entrega, maior é a parcela relacionada à quilometragem.
Ao falar sobre os ganhos dos profissionais, Piton citou ainda um valor de R$ 21 por hora durante o período em que a regulamentação do trabalho por aplicativos estava em discussão. O número foi apresentado como uma média daquele período, e não como uma garantia de remuneração atual. “Na época da regulação, o entregador ganhava até R$ 21 por hora, na média”, afirma.
Segundo o executivo, a renda mensal varia conforme a quantidade de horas trabalhadas. Na média citada por ele, os ganhos ficam entre R$ 2 mil e R$ 3,5 mil, enquanto profissionais que trabalham mais podem alcançar valores superiores. “Na média, ele pode ganhar de, assim, entregadores bons chegam a ganhar, acho que R$ 5.000, mas ele ganha na média de R$ 2.000 a R$ 3.500 por mês”, destaca.
Piton também destacou que o profissional não precisa depender exclusivamente das entregas para obter renda. A possibilidade de escolher quando ficar disponível para receber pedidos permite, segundo ele, conciliar a atividade com outro trabalho. “O entregador não precisa ser exclusivamente entregador. Ele pode ter uma atividade profissional separada”, pontua.
A flexibilidade é uma das características do modelo de trabalho por plataforma citadas pelo executivo. Diferentemente de uma jornada fixa, o entregador pode decidir os períodos em que pretende atuar.
Os valores e a forma de pagamento também podem variar conforme o modelo de operação. Além do Full Service, Piton citou os chamados entregadores “de nuvem” e profissionais que trabalham por meio de empresas de logística parceiras.
Os valores de remuneração citados na entrevista foram apresentados por Piton como referências da operação da plataforma e não correspondem necessariamente à renda de todos os entregadores nem especificamente aos profissionais de Uberaba.