Conselho de Patrimônio Histórico e Artístico de Uberaba (Conphau) descarta asfaltamento da rua Menelick de Carvalho. Moradores e comerciantes da via procuraram o Jornal da Manhã reivindicando da prefeitura, para que assim como em outros pontos da cidade, também seja realizada a troca dos paralelepípedos por massa asfáltica. Entretanto, segundo a coordenadora do conselho, Maria Aparecida Manzan, a rua não pode ser asfaltada, diante da sua importância histórica para o município. “A Menelick de Carvalho não pode ser asfaltada, por si só ela já é uma rua histórica, foi a primeira calçada com paralelepípedo em Uberaba, foi o primeiro local em que foi instalada a Estação Mojiana. Na década de 30, durante a revolução, teve um momento importante envolvendo a rua, onde as tropas desembarcaram na cidade para servir a região, e neste período já possuía paralelepípedos, assim como a Arthur Machado. Por isso, não podemos descartar essa parte histórica da cidade”, afirma Cida. Sendo assim, segundo a coordenadora, a situação será levada à Secretaria de Infraestrutura, para que resolva os problemas de buracos formados pelas pedras que se soltaram, e que elas sejam recolocadas com materiais que recomponham as pedras para que não se soltem mais. “As pessoas reclamam que o encaixe das pedras é feito apenas com areia, mas existem outros materiais mais firmes, como a argamassa, que é bastante usada na Argentina e em Ouro Preto. Além disso, o piche do asfalto também pode ser colocado no fundo para que a pedra não se solte, desde que não a cubra. Portanto, se vai calçar Peirópolis com as pedras da cidade, as ruas de Uberaba também devem ser consertadas”, explica Cida. Neste mesmo sentido, o Conphau também mantém contato com o Codau, visto que, algumas ruas de paralelepípedo foram liberadas devido às obras de drenagem. Neste caso, o conselho entende que são obras necessárias e para o bem-estar do cidadão. “Quanto à rua Menelick de Carvalho não podemos autorizar, nem mesmo com abaixo-assinado, pois quem vai definir é o conselho, depois de um estudo sobre a história da rua e a importância dela para a cidade”, enfatiza a conselheira.