Em toda a cidade a presença do mosquito foi verificada em 2,7% dos domicílios, o que oferece médio risco de transmissão de dengue
Secretaria Municipal de Saúde divulga o primeiro Levantamento Rápido do Índice de Infestação por Aedes aegypti (LIRAa) de 2015, com resultado de 2,7%. O índice é considerado de médio risco; entretanto, é importante destacar que 14 bairros de Uberaba apresentaram índice igual ou superior a 6%, locais em que a preocupação deve ser redobrada.
O primeiro LIRAa foi realizado entre os dias 6 e 9 de janeiro de 2015. Os depósitos predominantes são vasos de plantas e bebedouros de animais, mas é preciso destacar também as caixas d’água, tambores e tonéis, considerados depósitos secundários. De acordo com o secretário de Saúde, Fahim Sawan, o índice de médio risco é explicado devido ao período do ano, com a combinação de chuva e sol, propício para a proliferação do mosquito. Em Uberaba existem criadouros naturais, e por conta do clima é impossível não ter mosquitos, por isso é preciso fazer o monitoramento para que não haja epidemia. “Não podemos brincar, é um número médio, mas nos põe em alerta”, explicou o secretário.
O levantamento médio da cidade é de 2,7%, mas em cada bairro há um índice diferente e muitos apresentaram situação preocupante. De acordo com a Secretaria de Saúde, os bairros que atingiram mais de 6% sã Nossa Senhora da Aparecida, Costa Teles I, Silvério Cartafina, Orlando Costa Teles, Nossa Senhora de Lourdes, Jardim Califórnia, Residencial 2000, Maringá, José Barbosa, Manoel Mendes, Jardim Manhattan, Parque São José e Oneida Mendes. Nos demais bairros, a grande maioria apresentou índice de 1%, em condições satisfatórias.
“Nestes bairros que apresentaram índice mais alto, o resultado sempre foi assim em todos os levantamentos. E os fatores que levaram a este número sã acúmulo de lixo, casas fechadas e pessoas que não fazem limpeza no quintal. Por isso, a nossa preocupação maior é com esses locais e vamos começar o trabalho de limpeza por eles. No levantamento que realizamos na semana passada flagramos diversas situações, dentre as quais lugares que acumulam água e sobre os quais não há a devida preocupação, como piscinas, tambores com água para obras, e muito lixo em vários pontos, inclusive em terrenos. As pessoas devem fazer a sua parte na limpeza”, destacou Fahim.
Quanto ao trabalho da Prefeitura, continuam as visitas de rotina nas residências, com tratamento focal; bloqueio de transmissão, com utilização de bombas costais para controle da dengue nos quarteirões com suspeita; motofog em dois períodos (existem seis motos) e ainda serão realizados quatro mutirões de limpeza, juntamente com a Secretaria de Infraestrutura, aos sábados. Vale lembrar também das caminhonetes do governo estadual para o fumacê. Segundo Fahim, este serviço está parado no momento, mas ontem mesmo esteve na Superintendência Regional de Saúde para reivindicar três veículos para o serviço.
Para finalizar, com relação aos casos de dengue, Fahim revelou que em 2014 foram 195 casos – não houve morte e sem complicações – e, neste ano, ainda não foi registrado nenhum caso, nem mesmo suspeita.