Profissionais da rede de saúde de Uberaba participam, ao longo deste mês, de minicursos e ações educativas voltadas ao enfrentamento da hanseníase, dentro da campanha Janeiro Roxo. A iniciativa envolve capacitações técnicas e atividades de orientação, com apoio da rede pública de saúde e ações presenciais na cidade. Técnicos, enfermeiros, agentes comunitários de saúde e médicos participam, nesta semana, de minicursos online ofertados pela Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES-MG). As atividades ocorrem nesta terça (20), quarta (21) e quinta-feira (22), sempre às 14h.
Os minicursos abordam temas como Manejo Clínico da Hanseníase, Janeiro Roxo em Ação na Atenção Primária à Saúde e Avaliação Neurológica Simplificada, com foco na qualificação do atendimento e no diagnóstico precoce da doença.
Além das capacitações virtuais, o Serviço de Atenção Especializado Ampliado (SAE Ampliado) promove, no dia 26 de janeiro, uma ação educativa em formato de sala de espera. A atividade acontece às 8h, na Avenida Orlando Rodrigues da Cunha, nº 2.223, no bairro Abadia.
Já no dia 2 de fevereiro, será realizada uma palestra sobre hanseníase, às 13h, no Senac Uberaba, localizado na Avenida Doutor Odilon Fernandes, nº 333, no bairro Estados Unidos. A atividade integra o calendário da campanha e é voltada à conscientização sobre a doença.
A hanseníase é uma doença infecciosa e contagiosa que atinge principalmente a pele e os nervos periféricos. Quando não tratada adequadamente, pode causar sequelas graves e incapacidades físicas permanentes.
Segundo o gerente do SAE Ampliado, Lucas Lopes, os sinais iniciais incluem manchas brancas, avermelhadas ou amarronzadas em qualquer parte do corpo, associadas à perda ou alteração de sensibilidade ao tato, à dor, ao calor e ao frio. “Também podem surgir áreas dormentes, especialmente nas extremidades como mãos e pés, além de caroços, nódulos e entupimento nasal”, explicou.
Lucas Lopes destacou ainda que a hanseníase tem cura e que o tratamento é gratuito, oferecido pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Ele alertou que, sem acompanhamento adequado, a doença possui alto potencial incapacitante, o que contribui para o estigma e a discriminação das pessoas acometidas.
“Por isso, realizamos um trabalho contínuo nas unidades de saúde, com ações educativas, divulgação dos serviços disponíveis e orientação da população sobre os sintomas e a importância do diagnóstico precoce”, concluiu.