Assaltantes aproveitaram a falta de segurança que as obras do projeto Água Viva trouxeram aos estabelecimentos comerciais daquela região, arrombaram a porta da Autoescola Ferrari e furtaram um computador e equipamento de leitura biométrica. O crime aconteceu durante a noite de domingo e só foi descoberto quando os empresários Cláudio Felix e Magna Melo chegaram para abrir o estabelecimento.
As vítimas contaram à reportagem que os ladrões só não levaram mais objetos porque não conseguiram encontrar os interruptores de luz. Cláudio explica que a instalação dos biombos da obra em cima das calçadas e a colocação de lonas foram fundamentais para que os marginais não fossem vistos. “Eles taparam os vidros da minha autoescola. Com isto, ninguém vê o que acontece aqui dentro”, desabafa. Revoltado com a situação, Cláudio disse que pegou uma faca e rasgou as lonas que tapavam a frente de sua loja. “Com isso, eles fizeram um boletim de ocorrência contra mim. Mas eu avisei se colocarem a lona de novo, eu arranco”, alega, inconformado.
O empresário diz ainda que não é contra o projeto, mas sim como os comerciantes estão sendo tratados. Magna acrescenta que a empresa sempre ficou aberta até 21h, agora está com medo de permanecer fora do horário comercial. Ela acrescenta que estão reivindicando passagem para pedestres no passeio e segurança para trabalhar e, na hora que estiverem fechados, não terem surpresas no dia seguinte. Para finalizar, Magna e Cláudio afirmam que estão naquele ponto há 11 anos e esta foi a primeira vez que tiveram o estabelecimento roubado por marginais.