CIDADE

Mãe acusa maus-tratos contra criança no Cemei do Residencial 2000

A filha da dona de casa Fabiana Maria de Aguiar tem 10 meses, foi matriculada no Cemei do bairro Residencial 2000 este ano

Geórgia Santos
Publicado em 22/05/2014 às 20:58Atualizado em 19/12/2022 às 07:40
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Mãe denuncia maus-tratos que teriam ocorrido em Centro Municipal de Educação Infantil. A filha da dona de casa Fabiana Maria de Aguiar tem apenas 10 meses, foi matriculada no Cemei do bairro Residencial 2000 este ano e, há alguns dias, percebeu que a filha estava bem nervosa, chorava bastante e não queria ir à escola. Além disso, apareceram alguns hematomas, que deixou a mãe ainda mais preocupada e, por isto, quer explicações.

De acordo com Fabiana, no início do ano, assim como toda criança, a filha teve alguns problemas para adaptação, mas foi se acostumando, quase não chorava mais quando ia ao Cemei. Porém, há alguns dias o comportamento da criança mudou, não quer mais ir para escola e ainda apareceram alguns hematomas, os quais, segundo Fabiana, a diretora não soube explicar. “A primeira vez que percebi o hematoma na perna, questionei a diretora, mas mesmo assim deixei minha filha na escola, pois preciso trabalhar. O problema é que o fato se repetiu, a outra perna também apresentou hematoma, e o comportamento dela estava cada vez mais estranho, chorando bastante, fica no meu colo o tempo todo, basta colocá-la na cama ou outra pessoa pegá-la para começar a chorar”, explica.

Diante desta situação, Fabiana retirou a filha do Cemei e resolveu procurar o Conselho Tutelar para que o fato fosse apurado, pois em nenhum momento recebeu explicações dos professores sobre o que poderia ter acontecido. Assim, fez um boletim de ocorrência, exame de corpo de delito e também procurou hematologista e dermatologista, diante da possibilidade de ser um problema de saúde. Porém, os resultados não apresentaram nenhuma complicação, a saúde da criança está boa, daí a possibilidade de maus-tratos, segundo Fabiana, ficou ainda mais forte. “Disseram-me que pode ser o berço, ela pode ter batido a perna. Não sei o que aconteceu! O fato é que isso precisa ser apurado, se realmente estão acontecendo agressões, essa pessoa precisa ser retirada da escola, pois, assim como aconteceu com a minha filha, o mesmo problema pode acontecer com outros, até mais grave que isso”, afirma Fabiana.

De acordo com informações repassadas pela Secretaria Municipal de Educação, o caso será apurado, tanto a família quanto a escola serão ouvidas, depois será dado um posicionamento sobre qual atitude a ser adotada.

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