Medida foi tomada desde que o dono do estabelecimento teve a residência, ao lado de seu comércio, invadida por ladrões
Foto/Neto Talmeli
O comerciante trabalha de portas fechadas e por medida de segurança atende os clientes pela grade
Medo de assalto faz comerciante do bairro Guilherme Borges atender clientes através de grade. Medida foi tomada desde que o dono do estabelecimento teve a residência, ao lado de seu comércio, invadida por ladrões.
O comerciante J.J.S., de 52 anos, dono de uma mercearia na rua 4, possui grade em seu estabelecimento e trabalha com ela sempre fechada. “Meu primeiro comércio foi na rua 3, aqui mesmo no bairro Guilherme Borges, em 2013. Lá, minha primeira providência foi colocar uma grade. Tive a residência, ao lado da mercearia, assaltada. Quando mudei para a rua 4, há três meses, o ponto já possuía grade. Desde então, das 7h às 21h30, atendo meus clientes com ela sempre fechada, por medo de ser assaltado. Quando chega freguês desconhecido, não abro. Alguns clientes deixo entrar, mas nem todos”, disse o proprietário, natural de Alagoas e há sete anos morando em Uberaba.
Ex-professor de futebol aposentado, J.J. disse que começou a trabalhar no comércio em um imóvel que tinha apenas cozinha e banheiro, “mas com paciência, Deus tem me dado vitória”. Paciência é o que ele precisa ter diante de algumas situações inerentes ao bairro Guilherme Borges. “O movimento de ciganos acelerando motos e carros pelas ruas do bairro vai até a madrugada, oferecendo riscos aos pedestres, principalmente às crianças”, disse o comerciante. A obra inacabada de uma praça nas imediações de seu comércio foi outro ponto negativo observado.
“Além disso, o policiamento não é frequente. Nesses três meses aqui na rua 4, poucas vezes notei alguma viatura militar passar, apenas duas motocicletas de patrulha”, disse.“A localização da mercearia me permite atuar como vigia no bairro, sempre atento à movimentação suspeita. Estou aqui atrás do balcão, mas vejo tudo pelas grades, sempre vigiando as residências vizinhas. Muitos clientes dão relatos de assaltos na região e quando começam alguns atritos entre os ciganos, até tiro eu escuto”, concluiu o comerciante.