Secretário municipal de Saúde revela que foram instaladas mais de 800 armadilhas na cidade e todos os domicílios passam a ser monitorados com código de barras
Fernanda Borges
Programa foi lançado ontem no Centro Administrativo e terá, neste momento, o foco no combate à dengue
Secretaria de Saúde instala mais de 800 armadilhas para ajudar no combate ao mosquito transmissor da dengue. Em operação há 10 semanas no Município, a tecnologia já está trazendo bons resultados, com investimento de R$ 1 milhão, adquiridos pelo Ministério da Saúde. O sistema captura o mosquito da dengue e a partir disso é possível desenvolver ações na região para combater a doença.
Todo o mecanismo, que contempla as armadilhas, a instalação de código de barras nas residências e demais equipamentos, foi comprado pela Prefeitura por meio de parceria com a Universidade Federal de Minas Gerais. De acordo com o secretário de Saúde, Fahim Sawan, o sistema também foi implementado no Rio de Janeiro, em Santos, Caxias no Rio Grande de Sul e algumas cidades mineiras, a partir de um trabalho desenvolvido pela UFMG e financiado pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Minas Gerais (Fapemig).
O custo para implantação é algo em torno de R$ 1 milhão, aplicados ao longo de um ano de trabalho. Em Uberaba, do recurso, adquirido junto ao Ministério da Saúde, já foi depositado R$ 864 mil no mês de agosto, o restante, para cobrir os custos, deve ser repassado nos próximos meses.
Ao todo foram instaladas em 872 armadilhas a cada 200 metros. A tecnologia atrai o mosquito Aedes Aegypti, transmissor da dengue, que bota os ovos nestes locais e são capturados. Desta forma, o mosquito serve para o monitoramento sobre o local que está ocorrendo a criação, para que seja feito o combate focal no raio de 200 metros onde foi instalada a armadilha. Os agentes vão em busca dos criadouros nas casas e terrenos e ao mesmo tempo será desenvolvido trabalho com o UBV pesado e costal nas ruas, e também com uma nova tecnologia, que é uma bomba menor que permite o agente entrar nas casas para fazer o combate.
O sistema já está funcionando, e as atividades avançam com o monitoramento de cada domicílio da cidade por meio de código de barras que já está sendo instalado. Cerca de 15 mil casas já possuem o código e a intenção é atingir as 130 mil residências da cidade para fazer o monitoramento do trabalho do agente de Zoonoses e para que a Secretaria tenha pontualidade no combate aos criadouros.