CIDADE

Motoristas de usina fazem greve por melhoria salarial

Atualmente, a usina conta com 400 motoristas e, segundo o presidente do sindicato, a adesão foi acontecendo por turno

Geórgia Santos
Publicado em 31/05/2014 às 21:27Atualizado em 19/12/2022 às 07:31
Compartilhar

Motoristas da Usina Uberaba rejeitaram proposta salarial e realizam paralisação. A data-base da categoria é no mês de março e, de acordo com presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Transportes Rodoviários, Lutério Antônio Alves, não houve avanço na negociação, a empresa ofereceu um reajuste salarial abaixo do que foi solicitado e, por isso, depois de assembleia, os trabalhadores decidiram deflagrar greve.

Atualmente, a usina conta com 400 motoristas e, segundo Lutério, a adesão destes profissionais foi acontecendo por turno, pois cada grupo tem seu horário de trabalho. “Estamos tentando negociar com os representantes da empresa desde o mês de março, não tivemos sucesso e, por isto, a categoria deliberou para greve, que está concentrada em Nova Ponte, visto que a maioria dos motoristas é daquela cidade”, explica o líder sindical.

A categoria apresentou pauta de reivindicações pedindo reajuste salarial de 8,5% e aumento no tíquete-alimentação de R$100 para R$240, entre outros. Entretanto, a proposta feita pela empresa não atendeu aos anseios dos trabalhadores, que decidiram entrar em greve. Vale lembrar que, assim como os motoristas, os demais funcionários da empresa, que são representados pelos sindicatos de Trabalhadores Rurais e também dos Químicos, não tiveram avanço na negociação. Apesar de não terem deflagrado greve, também não chegaram a um consenso com a empresa.

“A paralisação dos motoristas, de alguma forma, mesmo que indiretamente, traz problemas para o funcionamento da empresa. Se ficam sem os trabalhadores para levar a matéria-prima, que é a cana-de-açúcar, a produção diminui. Não tem como negar que gera transtornos, mesmo que sejam poucos funcionários, e por isto estamos abertos para conversa”, explica Lutério, ressaltando que até a manhã de ontem não havia sido realizada nenhuma reunião entre trabalhadores e patrões para discutir o assunto.

Entretanto, os reflexos na produção da usina, por conta da greve, segundo o gerente jurídico da empresa, Frederico Paropat, não foram tão fortes. As atividades correram normalmente durante todo o dia. De acordo com ele, menos de 10% dos trabalhadores aderiram ao movimento, isto é, menos de 40 motoristas. Ele afirma que a negociação ainda está acontecendo, as reuniões não terminaram e a empresa está aberta para novas rodadas. A proposta oferecida pela usina foi de 25% de reajuste no tíquete-alimentação e 5,39% no salário. Para finalizar, Frederico ainda esclarece que a greve está sendo realizada de forma legal, a empresa foi comunicada com antecedência antes da deflagração.

Assuntos Relacionados
Compartilhar

Nossos Apps

Redes Sociais

Razão Social

Rio Grande Artes Gráficas Ltda

CNPJ: 17.771.076/0001-83

JM Online© Copyright 2026Todos os direitos reservados.
Distribuído por
Publicado no
Desenvolvido por