A dona de casa Antônia Maciel Gomes Galvão é irmã do paciente Francisco Edilson Maciel Gomes, 49 anos, que está na UPA do Parque do Mirante desde o dia 6 de novembro
Foto/Arquivo
Unidade de Pronto-Atendimento do Parque do Mirante, onde paciente permanece internado por 13 dias
Paciente internado há 13 dias na Unidade de Pronto-Atendimento do Parque do Mirante espera por transferência. A dona de casa Antônia Maciel Gomes Galvão é irmã do paciente Francisco Edilson Maciel Gomes, 49 anos, que está na UPA desde o dia 6 de novembro. Ele está com um coágulo na cabeça e precisa de consulta com neurologista e cirurgia.
“Encontrei meu irmão na casa dele, caído no chão, deve ter batido a cabeça. Chegamos a pensar que estava com problemas mentais e o levamos ao Sanatório Espírita. No local fizeram tomografia e disseram que ele precisava de um neurologista por conta de um coágulo. Os médicos fizeram o encaminhamento para a UPA e aqui estamos, sem saber o que fazer. Ele não está bem, está confuso e às vezes se esquece das coisas, tenho medo que piore”, afirma Antônia, ressaltando que tentou várias alternativas para a transferência na Secretaria Municipal de Saúde, no Hospital de Clínicas e no Ministério Público.
Ainda de acordo com a dona de casa, assim como o irmão dela, várias outras pessoas também estão internadas na UPA esperando por transferência, inclusive casos graves, como de uma senhora que está com tumor no cérebro e ainda outros que estão há cerca de 30 dias esperando por vaga. “O atendimento na UPA não é ruim, mas não podem fazer mais nada, ele precisa de um neurologista para dar os devidos encaminhamentos”, afirma Antônia.
De acordo com informações encaminhadas pela Pró-Saúde, que administra as UPAs, o paciente Francisco Edilson Maciel Gomes foi encaminhado à unidade para que fosse solicitada internação à unidade de referência especializada em neurocirurgia, o HC/UFTM, único hospital da cidade que possui esta especialização. Porém, até o momento, a vaga de transferência não foi liberada. O paciente segue na UPA em bom estado geral.
Ainda conforme a Pró-Saúde, o tempo para transferência dos usuários depende, exclusivamente, da liberação de vaga, que ocorre, em média, em 3,8 dias. Mas há casos em que a espera é maior, a depender da Central de Regulação. A UPA garante que realiza os cuidados necessários enquanto o paciente aguarda vaga, mas não é responsável pela liberação.
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