CIDADE

Para secretário, o agronegócio não é nocivo ao meio ambiente

Secretário de Meio Ambiente, Vinícius Rios, diz ser preconceituoso o conceito de que a atividade agropecuária seja nociva à natureza

Paulo Borges
Publicado em 19/01/2013 às 21:21Atualizado em 19/12/2022 às 15:13
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Secretário de Meio Ambiente, Vinícius Rios, diz ser preconceituoso o conceito de que a atividade agropecuária seja nociva à natureza. O assunto foi abordado durante entrevista à Rádio JM nesta sexta-feira. Para ele, apesar de a atividade econômica, seja urbana ou rural, proporcionar consequências inevitáveis, é preciso haver maior entendimento sobre a questão, já que muitos enxergam apenas um lado da discussão.

“São dois conceitos que naturalmente não são concebidos da mesma forma pelas pessoas”, ponderou, dizendo que é preciso reforçar a preservação do meio ambiente, mas também é necessária a conservação das atividades econômicas, tanto rural como urbana, as quais, inevitavelmente vão se interagir com o meio ambiente. “É preciso entender que esse desenvolvimento leva a consequências inevitáveis ao meio ambiente. No entanto, isso não pode significar a intocabilidade. Temos que explorar, mas entendendo a preservação do meio ambiente”, completou.

O secretário usou como exemplo as nascentes, que são de fundamental importância para alguns segmentos industriais e, principalmente, para o produtor rural. “O produtor é o primeiro e maior interessado em preservar as nascentes e o solo, que é o recurso mais delicado que existe. A adoção de práticas como o plantio sustentável é benéfica para a conservação do solo, para a questão hidrológica, já que atinge a preservação das nascentes, lençóis freáticos”, afirmou.

Monocultura. Tendo a cana-de-açúcar como principal alvo, o secretário também comentou sobre o preconceito de boa parte da população. Para ele, a prática também não pode ser taxada de nociva. Mas é preciso ser bem administrada. “Os problemas decorrentes da monocultura impactam na própria cultura. Então, o que pode decorrer do aumento da produção da cana, não só aqui em nossa região, mas em todo o território nacional, é trazer problemas para a própria cana. É questão de tempo para que surjam pragas devido a grande extensão”, disse o responsável pela pasta do Meio Ambiente.

Porém, Vinícius propôs uma reflexão a respeito do assunto citando as culturas de soja e milho – conhecidamente como as principais do município. Atualmente, segundo ele, a cana-de-açúcar ocupa aproximadamente 10 milhões de hectares, enquanto a soja e o milho ocupam cerca de 24 milhões e 20 milhões de hectares respectivamente. “Eu nunca vi ninguém questionar sobre essas monoculturas. Se retrocedermos trinta anos, tínhamos em nossa região a monocultura de pastos e nunca foi levantado nenhum problema. Acredito que são informações deturpadas”, revelou, lembrando que a própria cultura pode levar à melhoria do solo, dependendo de como a mesma seja manejada. “A cana, além de dispensar o adubo nitrogenado, também contribui para a melhora do solo devido à quantidade de palha jogada na superfície. Essa proteção evita a destruição pela chuva, por causa de enxurradas. Uma área mal manejada não vai trazer esse benefício”, finalizou.

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