18 PESSOAS INDICIADAS

PCMG encerra investigação sobre esquema de desvio de recursos públicos em Uberaba

Inquérito aponta prejuízo superior a R$ 1,16 milhão e resulta no indiciamento de 18 pessoas, entre agentes públicos e particulares

Publicado em 03/02/2026 às 16:59Atualizado em 03/02/2026 às 18:20
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A Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) finalizou um inquérito policial que investigou crimes contra a administração pública e o sistema econômico-financeiro em Uberaba, no Triângulo Mineiro. A apuração identificou um esquema criminoso com prejuízo estimado em mais de R$ 1,16 milhão aos cofres públicos e levou ao indiciamento de 18 pessoas, incluindo um vereador, empresários, servidores públicos e outros investigados.

Os fatos apurados ocorreram entre 2023 e 2024 e envolvem a atuação de um grupo organizado, formado por agentes públicos e particulares, com o objetivo de desviar recursos públicos e obter vantagens ilícitas.

As investigações foram conduzidas pelo 5º Departamento de Polícia Civil, com apoio do Laboratório de Lavagem de Dinheiro (LAB-LD) de Uberaba, e tiveram início em junho de 2025. Durante os trabalhos, no dia 7 de julho, foram cumpridos mandados de busca e apreensão em oito endereços residenciais, com a participação de 26 policiais civis. Na ação, foram recolhidos documentos financeiros, contábeis, fiscais e empresariais, além de aparelhos eletrônicos.

De acordo com a apuração, um empresário teria custeado, com recursos de origem ilícita, a campanha de um vereador. Em troca, assessores parlamentares teriam sido nomeados formalmente para o gabinete, sem exercer efetivamente as funções. Os valores pagos, incluindo salários e benefícios como vale-alimentação, eram posteriormente repassados ao empresário por meio de terceiros.

Organização criminosa

As investigações apontam a existência de uma organização criminosa que utilizava, de forma recorrente, a estrutura da administração pública municipal para a prática de crimes, causando prejuízo ao erário. O valor total desviado foi estimado em mais de R$ 1,16 milhão.

Com 13.544 páginas, o inquérito foi concluído com indiciamentos pelos crimes de tráfico de influência, organização criminosa, corrupção ativa e passiva, peculato, violação de sigilo funcional e lavagem de dinheiro. Os autos foram encaminhados ao Ministério Público de Minas Gerais, nas esferas criminal e eleitoral, para adoção das medidas cabíveis.

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