
Questionada pelo JM, a Sesurb alega que os moradores dos bairros citados na região Leste de Uberaba são atendidos pelo ecoponto na rua Alaska, nos Estados Unidos; o local é alvo constante de denúncias de descarte irregular e mato alto (Foto/Divulgação)
Diante da crescente demanda por pontos de descarte regular, moradores dos bairros Fabrício, Jardim Espírito Santo, Tancredo Neves, Nenê Gomes e adjacências solicitam a implantação de novo ecoponto para atendimento da região. Segundo eles, os locais mais próximos são distantes, o que favorece o surgimento de descartes irregulares. Apesar dos anseios, a Secretaria de Serviços Urbanos e Obras (Sesurb) afirma que a estrutura atual do município já contempla a área dentro dos critérios técnicos de cobertura.
Conforme uma ouvinte, a instalação de novos ecopontos seria bem-vinda. “Considerando as boas práticas pela comunidade, será que é possível?”, questiona.
De acordo com a Sesurb, Uberaba conta com 11 ecopontos distribuídos em diferentes regiões da cidade, definidos com base em densidade populacional e raio de atendimento.
As unidades estão localizadas nos bairros Alfredo Freire, Amoroso Costa, Bairro de Lourdes/Jardim Califórnia, Estados Unidos, Grande Horizonte/Residencial Serra do Sol, Maracanã, Morumbi, Paraíso/Parque São José, Parque das Américas/Conjunto Margarida Rosa Azevedo, Residencial 2000 e Valim de Melo.
Segundo a Sesurb, os moradores dos bairros questionados são atendidos pelo Ecoponto do Residencial Estados Unidos, localizado na Rua Alaska, nº 120. A pasta afirma que o deslocamento até a unidade leva entre 7 e 10 minutos.
A secretaria avalia que o ponto é o mais próximo da região e que o atendimento está dentro do planejamento de cobertura do serviço. “Os ecopontos existentes atendem adequadamente a região e o município monitora continuamente a demanda e a utilização desses espaços, podendo reavaliar futuras ampliações conforme necessidade”, informou.
A discussão ocorre no momento em que a Prefeitura de Uberaba abriu licitação para contratar empresa responsável pela operação e gestão dos ecopontos do município, em contrato estimado em R$ 4,8 milhões. O novo modelo prevê a implantação de controle digital do descarte, com registro dos materiais entregues pela população por meio de tablets utilizados nas unidades.