Carnaval de Uberaba levou apenas 1.200 foliões ao CentroPark nos dois primeiros dias da festa de Momo
Carnaval de Uberaba levou apenas 1.200 foliões ao CentroPark nos dois primeiros dias da festa de Momo. Os organizadores do evento encararam como frustrante o público presente e atrelaram o fato à determinação da Justiça que proibiu a entrada e permanência de menores de 18 anos no CentroPark, mesmo acompanhados dos pais. Segundo o diretor de Departamento da Fundação Cultural, Antônio Carlos Marques, a autarquia tentou reverter a determinação.
No sábado aconteceu a abertura oficial do carnaval, com desfiles de blocos e show com banda de axé. Já no domingo, além de show musical, houve desfile das escolas de samba do segundo grupo, Estação Primeira de Primavera e Preciosa do Leblon. Entretanto, o número de pessoas foi aquém do esperado. Por conta da determinação judicial, muitas famílias tiveram de voltar para casa, pois foram impedidas de entrar no evento com crianças.
Antônio Carlos explica que foi uma determinação judicial e o prefeito Anderson Adauto não tem nada a ver com a ordem. Pelo contrário, diante dos investimentos feitos para realizar a festa, o desejo era de que o local estivesse lotado. “A Fundação Cultural tentou, antes da festa, convencer o juiz a voltar atrás na determinação. Entretanto, o magistrado não recebeu a equipe da Fundação. Várias crianças foram impedidas de desfilar nos blocos e nas escolas de samba. Todas ficaram frustradas e foi tudo por água abaixo”, explica.
Ainda segundo Antônio Carlos, o carnaval em Uberaba precisa ser repensado. “Dizem que o jovem gosta de axé e sertanejo. Entretanto, percebi que o evento realizado no Mercado Municipal no domingo, com machinhas de carnaval, estava lotado de adolescentes. Estou sendo contestado pela programação do carnaval deste ano, mas não participei da organização, e como historiador jamais colocaria o sertanejo para ser uma das atrações do carnaval. Isso descaracteriza a festa e a cultura. Mas o poder público deve agradar a todos os gostos. Sou funcionário e acato a ordem”, afirma.