Denúncias apontam uso de álcool, som alto, manobras perigosas e risco de acidentes próximo às bombas de combustível
Moradores da região da avenida Nenê Sabino, nas proximidades da Uniube, relatam problemas relacionados à perturbação do sossego e situações de risco em um posto de combustíveis localizado no trecho. A denúncia, encaminhado ao Jornal da Manhã, aponta consumo frequente de bebidas alcoólicas, som alto, uso de cigarros próximo às bombas de abastecimento e realização de manobras perigosas com motocicletas, especialmente durante a madrugada.
Segundo os relatos, o local é utilizado como ponto de aglomeração, com motociclistas realizando manobras arriscadas e barulhos de escapamentos, o que tem causado transtornos aos moradores há anos. Uma das moradoras afirma que, recentemente, houve agravamento da situação. “O ambiente se tornou inseguro, com barulho excessivo e riscos reais por se tratar de um posto de combustíveis”, relatou.
Ela informou ainda que procurou diferentes órgãos públicos, formalizando denúncias junto à Prefeitura, ao Departamento de Posturas e buscando orientações, inclusive junto à Agência Nacional do Petróleo (ANP). Em uma das mensagens encaminhadas, a denunciante manifesta preocupação com normas de segurança envolvendo inflamáveis. “Resido a cerca de 100 metros do posto e me preocupo com a possibilidade de um acidente envolvendo fogo ou explosão, considerando o uso de cigarros e a permanência de pessoas sobre áreas sensíveis do local. E o movimento vai do posto até uma casa de shows próxima”, destacou.
De acordo com diferentes moradores do bairro, houve tentativa de acionar o canal 153 da Guarda Civil Municipal (GCM) em fins de semana, sem sucesso, e uma operação conjunta com a Polícia Militar (PM) chegou a ser realizada. No entanto, segundo eles, as aglomerações teriam retornado poucos dias depois.
Ao JM, a Secretaria de Segurança Pública (SSP) informou que reuniu representantes da PM e da GCM para alinhamento com comerciantes da avenida Nenê Sabino, em razão das reclamações recorrentes de perturbação do sossego. Segundo a pasta, três estabelecimentos participaram de uma abordagem orientativa, com o objetivo de ouvir as partes envolvidas e traçar estratégias voltadas à preservação da ordem pública. “Os próprios comerciantes reconhecem que a desordem não é benéfica para os negócios, e, enquanto segurança pública, temos o dever de garantir o bem-estar da população”, afirmou o secretário Weber Januário.
A secretaria informou ainda que outros estabelecimentos da região serão convocados para novas reuniões e que as ações de fiscalização seguirão de forma contínua, com atuação integrada entre as forças de segurança, visando coibir a perturbação do sossego e preservar a qualidade de vida dos moradores da região.