Tomate volta a ser o vilão entre os consumidores. O fruto, que no ano passado chegou a ser comercializado na Central de Abastecimento do Vale do Rio Grande (Ceasa) por R$ 120, a caixa de 22 quilos, volta a registrar alta. No valor de R$ 90, a caixa, o consumidor deverá pagar, em média, R$ 4,50 pelo quilo do tomate. O orientador de mercado João Carlos Caroni explica que este não é o melhor período do ano para o produtor rural, que, com a oferta reduzida, tem de aumentar os preços.
No mercado livre do produtor de segunda-feira, 4, estiveram presentes apenas 33 produtores. A média é de 40 a 45 produtores nos dias de comercialização. Quanto aos compradores, cerca de 150 estiveram na Ceasa no início da semana.
“O nosso problema hoje na comercialização dos hortifrutigranjeiros é a grande demanda em função deste período do ano. Por conta da Quaresma, muitos não comem carne e abusam das verduras. Muita gente quer comprar, mas a produção neste período do ano não é das melhores e as dificuldades com o surgimento de pragas, o aumento nos custos da mão de obra e de preço dos insumos agrícolas tornam essa realidade ainda mais complicada”, explica João Carlos.
Portanto, com oferta baixa, produtos como o tomate e o repolho, por exemplo, vem registrando alta nos preços. “Estamos vendendo a caixa de tomate por R$ 90, sendo que o preço médio é R$ 45. Já em relação ao repolho, a grade está sendo comercializada por R$ 45, sendo que o preço comum é de R$ 30. Outro produto que registrou alta é a abobrinha, com a caixa sendo vendida por R$ 60, enquanto na semana passada valia R$ 30”, explica o orientador de mercado. Ele ressalta que a cenoura e a beterraba são produtos que também vêm registrando alta nos preços.
Já em relação aos hortifrutigranjeiros que apresentaram preços menores estão o jiló, vendido por R$ 20, a caixa (o valor normal é
R$ 40), o quiabo, R$ 30, a caixa; a melancia, R$ 0,80, a unidade, e a laranja, que também registrou queda, sendo vendida por R$ 20, a caixa.