Presidente do Codau, Luiz Guaritá Neto, destaca que, mesmo com a falta de chuva, caixas-d’água das residências não estão desabastecidas
Questionado sobre o risco de faltar água para a população em virtude da queda no volume do rio Uberaba, o presidente do Codau, Luiz Guaritá Neto, destaca que, mesmo com a falta de chuva, as caixas-d’água das residências não estão desabastecidas. “Não há motivo para pânico, mas, em virtude da seca, isso é motivo de preocupação. Tanto que começamos a fazer campanha orientando as pessoas de que não há necessidade de racionar água, mas é importante que cada um tenha consciência, especialmente nos meses de setembro e outubro, de não desperdiçar água, o que significa utilizar além do necessário para tomar banho e consumo”, frisa.
Olavo Resende Júnior, diretor de Saneamento do Codau, explica que os 29 pontos constituem captação de água para irrigação agrícola através de pivôs centrais, dragos, barragens e pequenas captações. Segundo ele, a falta do recurso para consumo humano tem gerado custos elevados. “Para se ter uma ideia, o custo para a ligação das três bombas é de três mil litros de óleo diesel por dia, fora o deslocamento de pessoal designado para trabalhar nessa captação. Essa água então está chegando com um custo mais elevado. Além disso, quando ela chega ao rio Uberaba, temos que bombear a água para a estação de tratamento”, explica.
O diretor afirma que hoje o Codau tem bombeado aproximadamente 560 litros por segundo de água do rio Claro, o que representa metade do consumo da cidade de Uberaba, já que a necessidade normal da população é de 900 a 1.000 litros por segundo.