SAÚDE MENTAL

Prevenção ao suicídio é foco da campanha “Setembro Amarelo” em Uberaba

Setor de Atenção Psicossocial da Secretaria de Saúde prepara programação para dar visibilidade ao tema do autoextermínio, que este ano em Uberaba já vitimou 28 pessoas

Publicado em 30/08/2025 às 12:00Atualizado em 30/08/2025 às 12:06
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Diretor de Atenção Psicossocial da Secretaria de Saúde, Sérgio Marçal, diz que durante o mês várias ações serão desencadeadas com objetivo de alertar para a necessidade dos cuidados com a saúde mental  (Foto/Arquivo)

Diretor de Atenção Psicossocial da Secretaria de Saúde, Sérgio Marçal, diz que durante o mês várias ações serão desencadeadas com objetivo de alertar para a necessidade dos cuidados com a saúde mental (Foto/Arquivo)

Setor de Atenção Psicossocial da Secretaria Municipal de Saúde (SMS) prepara programação especial em alusão ao “Setembro Amarelo”, mês dedicado à prevenção do suicídio e à promoção da saúde mental. Ao longo do período serão desenvolvidas ações de divulgação e mobilização do serviço em locais como feiras livres e salas de espera nas unidades básicas de saúde, além de mutirão de triagem. O encerramento da programação será com um seminário aberto a servidores e comunidade.

O diretor de Atenção Psicossocial, psicólogo Sérgio Marçal, destacou que as ações têm o objetivo de sensibilizarem a população para o cuidado com a saúde mental, evitando agravos, bem como as situações extremas, como o autoextermínio. “A campanha também ressalta a cultura do cuidado e a valorização da vida”, disse.

Sérgio contou que o Setembro Amarelo é uma campanha internacional que se iniciou no Brasil em 2014, por iniciativa da Associação Brasileira de Psiquiatria, enfatizando a prevenção ao suicídio através da quebra de estigmas sobre o tema. “O suicídio é um fenômeno mundial que gera grandes prejuízos à sociedade. No Brasil, estima-se a ocorrência de 14 mil casos por ano, ou seja, em média, 38 pessoas cometem este ato por dia. A maioria dos casos pode ser evitada, já que os suicídios consumados são de pessoas com transtornos mentais não diagnosticados ou tratados incorretamente”, explicou.

Ele informou ainda que, de janeiro a julho deste ano, os números de violência autoprovocada apurados pela Diretoria em Vigilância em Saúde somam 28 casos, envolvendo 16 homens e 12 mulheres. Os registros superam o total de 2024, quando foram computados 25 óbitos, sendo 18 homens e 7 mulheres.

“Quebrar o silêncio é essencial para construir uma cultura de compreensão de que o sofrimento mental é fato natural da vida humana e ocorre por circunstâncias variadas na rotina, como em razão de dificuldades financeiras, relacionamentos pessoais e afetivos, trabalho e tantas outras. Adoecer, todavia, é evitável e para isso é essencial a conscientização sobre a importância do cuidado em saúde mental no tempo devido, evitando-se chegar ao extremo do suicídio”, ressaltou o diretor.

Ele também pontuou que o suicídio consiste na expressão do limite extremo do sofrimento, da vivência prolongada da dor insuportável, muitas vezes solitária, silenciosa, despercebida. “A impotência em relação à própria dor, a falta de perspectiva de ruptura com a vivência dessa dor leva ao ato de desespero, que precisa ser enxergado a partir desse lugar. O suicídio, ao contrário do senso comum, não consiste em covardia, falta de Deus ou qualquer outro prejulgamento dessa natureza. Considerando a questão, é preciso quebrar o silêncio a respeito do sofrimento mental para formar a consciência de que, assim como se cuida do corpo, é preciso cuidar das demandas de saúde mental”, finalizou.

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