CIDADE

Professores da FCETM/Cesube estão há dois meses sem receber

Professores da Faculdade de Ciências Econômicas e o Centro de Ensino Superior estão há dois meses sem receber seus salários

Mára Santos
Publicado em 06/07/2014 às 14:01Atualizado em 19/12/2022 às 07:00
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Professores da Faculdade de Ciências Econômicas do Triângulo Mineiro e o Centro de Ensino Superior de Uberaba (FCETM/Cesube) estão há dois meses sem receber os salários, entre outros benefícios. A denúncia foi feita pelo Sindicato dos Professores do Estado de Minas Gerais (Sinprominas), regional de Uberaba, que está acionando a Justiça exigindo o cumprimento da convenção coletiva da categoria.

Por meio de carta aberta à população divulgada na semana no Jornal da Manhã, o sindicato denuncia por “descaso e desrespeito aos direitos elementares dos professores e professoras”. De acordo com o presidente do Sinpro em Uberaba, Marcos Gennari Mariano, os educadores estão sem receber os salários dos meses de maio e junho de 2014, bem como as férias relativas ao ano 2013, gozadas em 2014. Ainda de acordo com ele, a instituição não deposita o FGTS dos profissionais desde outubro de 2012.

Na carta aberta, o sindicato destaca ainda que com o apoio do governo federal, por meio dos programas de financiamento estudantil Prouni (Programa Universidade para Todos) e Fies (Fundo de Financiamento Estudantil), as matrículas no nível superior se ampliaram. Foi possível uma inclusão de milhares de alunos, especialmente das classes sociais C e D, fazendo crescer 110% as matrículas nos últimos dez anos, especialmente no setor privado (74% do total). Diante deste cenário, de acordo com a carta, é inaceitável que a FCETM/Cesube promova tamanho descaso com seus funcionários, criando uma condição social extrema para aqueles que dependem dos seus salários e benefícios para uma vida digna.

Marcos Gennari lembra que a instituição de ensino se encontra em dificuldades financeiras desde o mês de fevereiro e, em março, os professores deram um voto de confiança ao pedir para o sindicato não entrar com ação de cumprimento em consideração à sua importância. “São mais de 90 professores com salários atrasados, passando por dificuldades financeiras. Tem gente sendo despejada de imóvel por falta de pagamento. Veículo financiado que o professor está tendo que devolver. Todo tipo de constrangimento”, denuncia o representante do Sinpro.

Marcos Gennari afirma também que a categoria já se reuniu em assembleia com indicativo de greve por tempo indeterminado.

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