Secretaria de Meio Ambiente realizou na última semana mais uma reunião em torno da implantação da coleta seletiva em Uberaba. Há alguns meses está sendo realizado um estudo com o intuito de sistematizar o serviço para que se torne mais eficiente. Participaram do encontro integrantes do poder público, do Centro Mineiro de Referência em Resíduos (CMRR), do Ministério Público, das duas cooperativas de catadores e da Universidade Federal do Triângulo Mineiro (UFTM).
“Estamos na fase três, que é a de levantamento de diagnósticos físicos, ambientais e sociais, que envolvem a classificação, a geração e a caracterização dos resíduos gerados no município de Uberaba. Serão realizados o cadastro social dos catadores autônomos e o levantamento dos convênios existentes entre o poder público, cooperativas e associações, com atualização de documentos e prestações de contas”, explica a gerente do Projeto da Coleta Seletiva e chefe da Seção de Educação Ambiental, Letícia Rezende Giani.
Os trabalhos de elaboração do Plano de Ações para Implantação da Coleta Seletiva tiveram início em agosto, quando a Prefeitura e o Centro Mineiro de Referência em Resíduos assinaram o termo de adesão ao Projeto Reciclando Oportunidades, do governo do Estado. O projeto contemplará sete fases, sendo elas: pré-requisitos, preparação, levantamentos, organização, definições, implantação e monitoramento.
O subsecretario de Meio Ambiente, Marco Túlio Prata, ressalta que a secretaria dará total apoio às cooperativas de catadores de materiais recicláveis, Cooperu e Cáritas, na regularização dos convênios e prestações de contas, para que possam dar andamento aos trabalhos sem qualquer pendência.
De acordo com o diretor executivo do CMRR, José Aparecido Gonçalves, já foram realizadas reuniões com o secretário de Meio Ambiente e Turismo, Vinicius José Rios, com a primeira-dama Heloísa Piau e com a secretária de Desenvolvimento Social, Ângela Dib. “Esses encontros realizados anteriormente deixaram clara a vontade do município em implantar o projeto na cidade. E vale destacar que queremos viabilizar não apenas a coleta seletiva, mas a inclusão dos catadores de reciclável. Inicialmente vamos trabalhar com aqueles que são associados às cooperativas. No entanto, queremos chegar aos catadores que não estão em nenhuma organização, pois temos que quantificar e qualificá-los”, pontuou José Aparecido.