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Psicóloga vê rebeldia, mas estranha proibição

Para a psicóloga Ilcéa Borba, a situação vivida pela então aluna do Colégio Cenecista Dr. José Ferreira é dupla. Por ...

Publicado em 17/02/2012 às 09:36Atualizado em 17/12/2022 às 08:25
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Para a psicóloga Ilcéa Borba, a situação vivida pela então aluna do Colégio Cenecista Dr. José Ferreira é dupla. Por um lado, a pessoa tem o direito de lidar com a aparência da maneira que achar conveniente, como acredita ser melhor para ela. Por outro, se a pessoa pertence a um determinado grupo, ela tem que estar dentro das normas.

Porém, ressalta que a escola deveria ter tomado atitude diferente. “Vejo um conflito entre os interesses individualistas e os grupais sociais. É evidente que essa jovem tenta chamar a atenção para ela, já que não é comum usar o cabelo azul, é chocante. Neste caso, a adolescente quer chamar a atenção do mundo para ela, mas por que essa necessidade?” - questiona.

Para Ilcéa, este tipo de visual é esperado em determinados locais, como festas, mas na escola foge do que a instituição propõe, que é reflexão, aprendizagem e troca de conhecimentos. “O que é bom para uma festa pode se tornar inadequado para outro local. Entretanto, não podemos deixar de ver pelo ponto de vista da repressão que a aluna teve. Ser proibida de assistir aula por causa do cabelo é estranho.”

A psicóloga acredita que com a cor dos cabelos é inegável que ela queira se exibir e se rebelar. “Talvez se ela estivesse fora do ambiente escolar não teria problemas, mas na escola há necessidade até de usar uniforme. São locais específicos, que exigem comportamentos especiais.” No entanto, para Ilcéa, o colégio deveria, antes de tomar esta atitude, conversar com a adolescente, ouvi-la. “Às vezes ela está precisando de ajuda e a resposta que ela obteve foi de rejeição, e talvez ela esteja se sentindo rejeitada e tentando chamar a atenção para ela.”

Para a psicóloga, isto é algo a se pensar, analisar, ouvir e se aproximar desta jovem para saber o que está acontecendo com ela. “Qual o motivo de ela querer ser única em um determinado grupo, sabendo que durante a adolescência todos querem ser iguais, ninguém tem coragem de usar algo que não esteja na moda”, conclui. (HC)

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