CIDADE

Relator do novo Código Florestal debate projeto

Novo Código Florestal já foi aprovado no Congresso e agora volta à Câmara para a votação do texto revisado pelo Senado

Publicado em 03/03/2012 às 09:50Atualizado em 17/12/2022 às 08:44
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O auditório do Sindicato Rural de Uberaba ficou pequeno para abrigar as lideranças do setor que acompanharam a palestra – seguida de debate – proferida pelo deputado federal Paulo Piau (PMDB) sobre o novo Código Florestal brasileiro. Relator do texto final do projeto que tramita no Congresso Nacional há três anos, o peemedebista tratou, entre outros temas, de dois pontos que considera de muita responsabilidade: o que não permite a viabilização de empreendimentos habitacionais ou produtivos na chamada faixa de passagem de inundação dos cursos d’água e o que proíbe terminantemente a construção em morros.

Outro ponto abordado pelo deputado dispõe sobre a manutenção de 20 metros quadrados de área verde, por habitante, nos espaços de expansão urbana. Objetivo desta medida é a melhoria da qualidade de vida e no futuro e a garantia de cidades mais bonitas. “Este é o projeto mais debatido pelo Congresso nos últimos dez anos, portanto, é cheio de detalhes, os interesses são muitos, pois trata da intervenção no solo brasileiro para qualquer atividade, seja industrial, agrícola, comercial, habitacional. Apesar de tanta diversidade de pensamentos estamos chegando a um ponto comum. Não vai agradar a muitos, mas vai agradar à maioria do povo brasileiro”, pondera Piau, que falou para uma plateia formada por representantes do Município e de cidades como Araxá, Nova Ponte, Uberlândia, Sacramento, Tupaciguara e Conceição das Alagoas.

O novo Código Florestal já foi aprovado no Congresso, e agora volta à Câmara para a votação do texto revisado pelo Senado. A previsão é de que seja levado ao plenário da Casa dia 7 de março. Segundo Piau, a maior dificuldade nas discussões é o radicalismo de ambas as partes, de quem produz, empreende, e de quem “quer proteger tudo nesse Brasil”. Para ele, os extremos devem ser aproveitados para achar o caminho do equilíbrio, contudo, se diz contra os extremismos em excesso. Nesse sentido ele cita nominalmente o “pessoal da senhora Marina Silva. Desculpe-me apontar nome, mas estamos criando um fundamentalismo, uma religião ligada a meio ambiente, que é um instrumento poderoso para melhorar a qualidade de vida da sociedade”, aponta.

 

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