A CMU será palco de discussão sobre resultados econômicos, sociais e ambientais com o projeto BRT; ambientalista revela preocupação com árvores que podem ter sido transplantadas de maneira irregular
Nesta terça-feira (17), a Câmara Municipal de Uberaba (CMU) será palco de discussão sobre os impactos econômicos, sociais e ambientais com o sistema BRT/Vetor. A reunião será às 19h, que tem como objetivo levantar os impactos positivos e negativos do projeto. “Para que possamos, talvez, daqui para frente, modificar o planejamento, otimizando o dinheiro público”, explica o ambientalista Carlos Marcos Andrade, o Cacá Sankari.
Na avaliação do ambientalista, algumas árvores foram transplantadas de forma irregular. “Não posso afirmar que todas elas não vão vingar, mas percebemos que muitas já morreram. Quando é realizado um transplante, precisa deixar um torrão de terra embaixo da raiz, protegendo e colocando uma manta para que a terra não saia. Só que existem algumas árvores em que esse torrão não existe e as raízes estão suspensas no ar”, explicou.
Outra técnica utilizada, mas quem segundo Cacám não foi feita na cidade, é a redução da copa das árvores. “Quanto mais galhos e folhas a árvore tem, menos forte ela fica, pois precisa enviar a seiva por todo espaço. Geralmente, é indicado o corte de 30% da copa da árvore, pois ajuda até na diminuição do peso. Então, a chance de ela recuperar é alta”, destaca o ambientalista. Ressaltando que, mesmo com técnicas praticamente perfeitas, ainda há de 10% a 15% de chances dessas árvores morrerem.
Engenheiro Ambiental apresentará possíveis irregularidades no transplante de árvores
O ambientalista Cacá Sankari adiantou ao JM Online que o engenheiro ambiental Rafael Cunha irá apresentar uma avaliação de 400 páginas de procedimentos administrativos que a Secretaria de Meio Ambiente atuou com possíveis irregularidades. “Isso tudo para que a Prefeitura possa, administrativamente, tomar as providências cabíveis e que possamos ter uma melhor performance no BRT”, considera.
Quem também terá espaço na reunião, segundo Cacá, é o engenheiro da Caixa Econômica Federal (CEF) Osmar Morais, que falará do contrato e de como a alteração do projeto pode interferir ou não na verba. “Segundo Osmar, é possível modificar o projeto sem comprometer a verba”, esclarece.
Autoridades. Entre os convidados estão o prefeito Paulo Piau, o presidente da CMU, Luiz Humberto Dutra, o promotor Carlos Valera, o engenheiro da Caixa Econômica Federal (CEF) Osmar Ribeiro e o ex-prefeito Anderson Adauto. Serão debatedores Karim Mauad (representando o ex-prefeito), José Tiago de Castro (Acobe), José Peixoto (Aciu), Cacá Perez e Rafael Cunha (engenheiro ambiental).