Silvana Elias, secretária municipal de Educação, participou do programa Linha Aberta desta quarta-feira (6) e falou sobre um assunto que vem preocupando a categoria dos professores: o pagamento do 14º salário, o qual não foi quitado pela gestão anterior. Além de confirmar que o pagamento será feito em três parcelas, a secretária reforçou a necessidade de repensar os critérios para a concessão do benefício.
O 14º salário é um benefício concedido aos professores que estejam presentes durante todo o ano letivo, sem faltas, independente de atestados médicos ou quaisquer outros problemas particulares, como, por exemplo, casos de morte na família. Para muitos, inclusive para a secretária, os critérios são rígidos e precisam ser repensados. “O pagamento está assegurado por essa gestão por questão de vontade política, mas não teríamos recursos para pagar à vista. Herdamos um cofre vazio em termos do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb). Se tivéssemos recursos do exercício 2012, o 14º teria sido pago em tempo hábil. O que estamos fazendo é pagar com recursos próprios. Tinha a previsão de pagamento, mas não foi orçamentariamente compatível”, disse Silvana, ressaltando que a administração esperou a evolução da receita. “Além do mais, o professor não tem nada a ver com isso. Precisamos pagar o que é direito”, completou.
De acordo com a secretária, a nova administração recebeu uma herança maldita, com “débitos de toda ordem”, desde fornecedores de material didáticos até fornecedores de merenda escolar.
Por outro lado, Silvana Elias reforçou que é urgente a necessidade de se rever os critérios para o pagamento do benefício aos educadores. “Há um equívoco. Para receber o 14º salário o professor precisa ser desumanizado, pois não pode adoecer ou perder uma pessoa da família. O sindicato defende que o valor seja diluído no salário ao longo do ano. O que defendemos é que os critérios sejam revistos. Vamos criar comissões para discutir isso”, afirmou.
Para finalizar o assunto, a secretária admitiu que pode ter havido falha da comunicação e reconheceu a parcela de culpa dela em relação ao prazo para o pagamento do benefício. “Eu penso que tenho uma parcela de culpa nisso. Pois, entenderam que iríamos pagar até 31 de janeiro, quando, na verdade, eu disse que até o dia 31 de janeiro daríamos uma satisfação ao professor, o que foi feito”, concluiu. (PB)