Déficit do Hospital Dr. Hélio Angotti é tratado em reunião na Secretaria Municipal de Saúde. O encontro aconteceu esta semana com representantes do hospital, entre eles o presidente Délcio Scandiuzzi, que repassou ao secretário de Saúde, Fahim Sawan, a situação financeira da instituição e, depois de analisar os dados, concluiu que a tabela do Sistema Único de Saúde não consegue cobrir todos os custos de um hospital de alta complexidade, como é o caso do Hospital Dr. Hélio Angotti.
Segundo informações repassadas esta semana pela assessoria de imprensa do Hospital Dr. Hélio Angotti ao Jornal da Manhã, existe um déficit mensal de cerca de R$600 mil (mais de R$7,1 milhões/ano), o que vem gerando problemas à instituição, bem como para alguns usuários que estão com quimioterapia atrasada por conta da falta de medicamento. Diante da repercussão deste assunto, Fahim disse que foi se inteirar sobre todas as dificuldades, mas, antes, conversou com prefeito Paulo Piau, para que o poder público possa ajudar a melhorar a realidade do hospital.
“E nesta análise percebi que a tabela do SUS não consegue cobrir todos os custos de um hospital de alta complexidade, como o Hospital Dr. Hélio Angotti. São exames cada vez mais caros, procedimentos onerosos e a tabela do SUS somente não é capaz. Para se ter noção, um hospital de média complexidade custa duas vez a tabela do SUS e de alta complexidade é muito mais. Por isso, conseguimos agendar um encontro com o ministro da Saúde, Arthur Chioro, no dia 3 de julho, e vamos levar todos esses dados, um levantamento técnico”, explica Fahim, ressaltando que será mostrada a importância do hospital para a região, e, além dele, o prefeito também estará presente neste encontro.
Segundo Fahim, hoje o Hospital Dr. Hélio Angotti realiza muito mais procedimentos do que está pactuado com o SUS e não recebe por todos eles. Mas vale lembrar que existem os donativos. Se hoje a intuição contasse apenas com o custeio do governo federal, seriam cerca de R$13 milhões de custeio anual para o hospital. As doações chegam a R$8 milhões, mas a conta não fecha, pois o custeio total chega a R$24 milhões por ano. E isso acontece por que a tabela do SUS é incompatível para pagar todos os procedimentos. E vale lembrar que outros hospitais da região tiveram de fechar as portas justamente por esse motivo, com custeio mais alto do que recebiam.
Por outro lado, além de levar o assunto ao Ministério da Saúde, o secretário entende também que é hora de fazer mobilizações, convocando empresas e voluntários para que ajudem nesta causa. “As pessoas precisam entender que é preciso dar a nossa contribuição, pois não há substituto na região e nem no Estado”, finaliza Fahim.