DESAFIOS

Sem pavimentação, loteamentos e regiões de chácaras seguem dependentes de patrolamento

Prefeitura atua para amenizar os impactos em vias de terra, mas admite que não há solução definitiva prevista para esses locais

Débora Meira
Publicado em 05/04/2026 às 14:50
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Leitores do JM relataram que a situação precária das vias se arrasta há meses e se agravou com as chuvas das últimas semanas (Foto/Reprodução)

A manutenção de estradas em regiões de chácaras e loteamentos sem asfalto segue como um desafio em Uberaba. Dados recentes da Secretaria de Serviços Urbanos e Obras (Sesurb) apontam a realização de patrolamento em áreas como Morada do Verde, Portal do Sol e Mariitas, locais que dependem desse tipo de intervenção para garantir condições mínimas de tráfego. 

Diferentemente de serviços como tapa-buracos e poda de árvores, o patrolamento costuma aparecer de forma menos detalhada nos balanços oficiais, apesar de ter impacto direto na mobilidade de moradores da zona rural e de regiões em expansão urbana. Nesses locais, a situação se agrava durante o período chuvoso. Estradas de terra ficam comprometidas, dificultando o acesso de veículos e, em alguns casos, impedindo a chegada de serviços essenciais

Em entrevista ao programa Pingo do J, o secretário de Serviços Urbanos, Pedro Arduini, destacou que muitos desses loteamentos surgiram em áreas que originalmente eram classificadas como zona rural e que não contavam com exigência de infraestrutura básica à época da implantação.  

Segundo ele, o crescimento da cidade fez com que essas áreas passassem a ser ocupadas de forma mais intensa, mas sem as condições adequadas de urbanização. “Em muitos casos, a cidade cresceu. Aquilo que um dia foi zona rural se transformou em cidade”, afirma. 

O secretário afirmou que há casos em que veículos de emergência e até serviços por aplicativo têm dificuldade para acessar essas regiões. Ele citou como exemplo o loteamento Portal do Sol, onde os problemas de mobilidade são frequentes

Arduini explicou ainda que, nesses casos, a Prefeitura não é legalmente obrigada a executar obras de pavimentação, além de não haver recursos específicos para esse tipo de investimento. “A Prefeitura não tem verba vinculada para executar esse serviço”, ressalta. 

Diante desse cenário, a estratégia adotada pela Sesurb é atuar de forma preventiva durante o período de seca, com a aplicação de material e nivelamento das vias para reduzir os impactos durante as chuvas. 

De acordo com o secretário, o trabalho inclui ações como aterro, compactação do solo e correção de desníveis, com o objetivo de evitar a formação de poças e melhorar as condições de tráfego. Apesar disso, ele reconhece que o problema não é totalmente solucionado. “O foco é diminuir os impactos. Resolver de forma definitiva exigiria infraestrutura completa, como pavimentação, o que hoje não está previsto”, indica. 

A Prefeitura também tenta viabilizar o uso de materiais provenientes de obras rodoviárias, como resíduos de recapeamento, mas enfrenta dificuldades na obtenção desses insumos, que vêm sendo reaproveitados pelas próprias concessionárias. 

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