Stiquifar se reuniu com representantes da Vale Fertilizantes a fim de discutir medidas para atender melhor aos trabalhadores
Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias Químicas e Farmacêuticas de Uberaba e Região (Stiquifar) se reuniu com representantes da Vale Fertilizantes a fim de discutir medidas para atender melhor aos 1.100 trabalhadores da empresa na região de Uberaba. Na ocasião, a entidade foi recebida por Luccas Calabrez, da área de Relações Trabalhistas, e pelo responsável pelo departamento de Recursos Humanos da empresa. Entre as demandas levantadas estão a parada anual, plano odontológico e a necessidade de medidas para evitar novos acidentes com trabalhadores. A Vale, por meio de sua assessoria, preferiu não se manifestar.
De acordo com a presidente do Stiquifar, Maria das Graças Carriconde, esta é a oportunidade de a categoria levantar algumas demandas que merecem ser analisadas com muito cuidado por parte da empresa. Por isso, ela destaca que uma nova reunião está para acontecer em breve entre os representantes e a entidade, no entanto a data ainda não foi confirmada. “A parada anual este ano será um pouco mais prolongada dentro da Vale, e eles contrataram uma empresa terceirizada para prestação de serviços de manutenção, a qual não representamos, mas que acompanhamos porque tem reflexo para os demais trabalhadores. Em 10 dias de parada já houve quatro acidentes, inclusive dois com restrição que estão lá dentro em outra atividade e sem condições de executar a função para a qual foram contratados. A proporção de acidentes para 10 dias é grande”, alerta.
Dos quatro acidentes, dois trouxeram maior preocupação pelo nível de gravidade, sendo que um envolveu trabalhador que sofreu queimadura ácida ocular. “O agravante é que a Brigada de Emergência da Vale é composta por trabalhadores que, infelizmente, não estão treinados, apesar de nossa cobrança desde o ano passado. Então, faz aproximadamente dois anos que eles não recebem treinamento adequado. No outro acidente, o trabalhador estava providenciando a montagem de um andaime em uma torre de ácido da Unidade 120, que mede aproximadamente 30 metros de altura e ele desmaiou. Se não fosse durante o dia, em que há suporte da área de segurança do trabalho, isso poderia ter consequência fatal”, afirma Graça.
Foi detectado também que, após o término do expediente administrativo, não fica nenhum técnico em Segurança do Trabalho da Vale para acompanhar os trabalhos, o que, para a entidade, é outra falha grave.
Por isso, o sindicato sugere que a empresa se disponha a discutir antecipadamente as condições das Unidades 260 e 280, que ainda não se encontram em operação, no que diz respeito às exposições dos trabalhadores que ali executarão suas funções, como forma de evitar, mais uma vez, a discussão do assunto por intermédio da Justiça do Trabalho. Quanto ao plano odontológico, a entidade cobra da empresa a realização de uma pesquisa de satisfação, para demonstrar a existência de eventuais problemas e possibilitar o encaminhamento de possíveis soluções.