Servidores federais da Universidade Federal do Triângulo Mineiro (UFTM), em greve desde o dia 17 de março, se reuniram com o reitor Virmondes Rodrigues Júnior para apresentar a pauta local de reivindicações. Segundo o Sinte-Med, sindicato que representa a categoria dos técnicos administrativos da instituição, o encontro resultou em avanços importantes não conquistados em greves anteriores.
De acordo com a coordenadora-geral da entidade, Simea Aparecida Freitas, o objetivo era discutir a pauta de reivindicações da categoria e o fim dos processos judiciais contra os estudantes que estão mobilizados em defesa da qualidade de ensino na UFTM e protagonizaram recentemente ocupação do Centro Educacional de Ensino. Atualmente, 8% dos técnicos administrativos da instituição estão paralisados.
A data não foi agendada, mas ficou definido que haverá, ainda esta semana, uma nova reunião com o reitor para a negociação de pontos específicos da pauta local, como a implantação da carga horária de trabalho de 30 horas e revisão dos laudos de insalubridade. “Solicitamos esta reunião porque chegou um documento até nós dizendo que a AGU (Advocacia-Geral da União) estaria mandando cortar o ponto dos grevistas. Nesta conversa, o reitor nos garantiu que não haverá perseguição ou corte, até porque nunca houve. A não ser quando a greve é judicializada por ser julgada ilegal. Ele também garantiu que eventuais cessões de servidores do hospital seriam feitas à Ebserh e não ao município”, esclarece.
Para Simea, o resultado desta primeira reunião foi positivo, especialmente do ponto de vista da democratização do direito dos grevistas de reivindicar mudanças nas condições de trabalho. “Foi muito bom e importante para nós, pois em 2012, saímos da greve sem discussão nenhuma. Foi entregue a pauta, mas não houve debate, tanto que até hoje as reivindicações não nos foram concedidas. Este ano, com três semanas de greve, pelo menos já conseguimos sentar e agendar uma reunião para discutir ponto a ponto da pauta”, completa a coordenadora.
Em outra reunião com o superintendente do hospital, Luiz Antônio Pertilli Rodrigues de Resende, também ficou definido que o Hospital de Clínicas irá aguardar o fim das negociações antes de iniciar o programa das cirurgias bariátricas pelo SUS, em virtude do número reduzido de profissionais.