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A rápida expansão da energia fotovoltaica tem trazido desafios ao sistema elétrico, especialmente em Minas Gerais. Em entrevista ao Pingo do J, da Rádio JM, o vice-presidente de Relações Institucionais da Cemig, Marcos Montes, afirmou que a rede de distribuição não foi projetada para absorver grandes volumes de energia gerada pelos próprios consumidores.
Segundo ele, a estrutura elétrica foi construída historicamente para levar energia até as propriedades, e não para receber energia de volta, fenômeno conhecido como fluxo reverso. Com o aumento da geração solar, especialmente no meio rural, surgiram gargalos técnicos que impedem novas conexões ou exigem investimentos pesados.
A Cemig opera uma rede de aproximadamente 468 mil quilômetros, sendo cerca de 90% localizada na zona rural. Grande parte dessa rede ainda é monofásica, o que limita a capacidade de absorção da energia fotovoltaica e exige a implantação de redes bi e trifásicas para suportar a nova realidade energética.
Marcos Montes explicou que a empresa tem realizado investimentos expressivos em subestações e na modernização da rede, justamente para enfrentar esse problema. Esses investimentos são fundamentais para garantir segurança, estabilidade e continuidade do fornecimento de energia.
Além disso, ele destacou que o setor elétrico passa por uma transformação estrutural. A partir de 2027, consumidores residenciais poderão escolher a empresa fornecedora de energia, o que amplia a concorrência e exige que distribuidoras como a Cemig se adaptem ao novo mercado.