Município tem 36 notificações da doença, com um caso ainda em investigação; dados acumulados desde 1997 mostram que apenas 33,48% receberam a segunda dose da vacina tríplice viral

Desde 2023, os registros anuais também permanecem zerados, incluindo os dados de 2024, 2025 e 2026 (Foto/Divulgação)
Uberaba não registra casos confirmados de sarampo desde 2022, segundo dados do Ministério da Saúde. O cenário ganha relevância diante do avanço da doença nos Estados Unidos, que enfrentam novos surtos, e do risco de reintrodução do vírus no Brasil. Apesar da ausência de confirmações recentes no município, os índices de vacinação acendem um alerta para a necessidade de manter a população protegida.
De acordo com os registros do Ministério da Saúde, Uberaba teve um caso de sarampo em 2020 e outro em 2022. Em 2021, não houve confirmações. Desde 2023, os registros anuais também permanecem zerados, incluindo os dados de 2024, 2025 e 2026. No entanto, a ausência de casos confirmados não elimina o risco de circulação do vírus, especialmente diante da ocorrência de surtos em outros países e da possibilidade de pessoas infectadas viajarem para o Brasil.
Ao todo, Uberaba contabiliza 36 notificações de suspeita de sarampo, das quais 35 foram descartadas e uma permanece em investigação. Os dados municipais também mostram registros de rubéola em anos anteriores: foram um caso em 2021 e dois em 2022. Desde 2023, não há confirmações da doença na cidade. Sarampo e rubéola são doenças virais que podem ser prevenidas com a vacina tríplice viral, oferecida gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS).
Os dados da Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES-MG), referentes ao período acumulado de 1997 a 2025, apontam cobertura de 74,26% na primeira dose da vacina tríplice viral em Uberaba. Na segunda dose, o índice cai para 33,48%. Os percentuais indicam uma diferença expressiva entre as etapas da imunização, importante para a proteção contra o sarampo, a caxumba e a rubéola. Como os números abrangem um período extenso, eles não devem ser interpretados como a cobertura vacinal exclusiva de 2025.
O esquema de vacinação recomendado pelo Ministério da Saúde prevê a primeira dose da tríplice viral aos 12 meses de idade e a segunda aos 15 meses, com a vacina tetraviral ou a tríplice viral associada à vacina contra varicela, conforme a disponibilidade e as orientações do calendário nacional. A conclusão do esquema é importante porque uma única dose não substitui a proteção prevista para as duas etapas na infância.
A orientação para quem não sabe se está com a vacinação em dia é procurar uma unidade de saúde para conferir a caderneta e verificar a necessidade de atualização das doses. A manutenção de altas coberturas vacinais é considerada fundamental para reduzir o risco de surtos e proteger também as pessoas que não podem receber determinadas vacinas. Em um cenário de circulação do sarampo em outros países, a prevenção continua sendo a principal estratégia para evitar o retorno da doença ao município.