No mês de novembro, Uberaba apresenta saldo negativo na geração de empregos, segundo dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) do Ministério do Trabalho. Após dois meses consecutivos com saldo positivo, a cidade apresentou 190 demissões a mais que o volume de contratações, apresentando índice negativo de 0,26%. No período foram 4.102 desligamentos e 3.912 contratações.
O Caged analisa oito categorias de empregos. O melhor desempenho foi registrado pelo setor de comércio, que apresentou variação na empregabilidade de 1,14%, com a abertura de 1.082 vagas e 889 desligamentos – saldo de 193 novas vagas abertas. Em segundo lugar está no serviço industrial de utilidade pública, com a variação de 1,63%. O segmento contou com sete contratações e cinco demissões. Em terceiro lugar está a categoria de serviços, com 1.234 novas frentes de trabalho e 1.169 desligamentos, perfazendo 0,23% na variação da empregabilidade. O saldo o setor ficou com 65 novas vagas.
O pior índice foi apresentado pelo setor da construção civil, que apresentou mais demissões (672) que contratações (973), com um saldo de 301 vagas fechadas e variação da empregabilidade de 5,05% negativos. O motivo, segundo lideranças do setor, ainda continua sendo o término de obras dos empreendimentos imobiliários da cidade, principalmente do “Minha Casa, Minha Vida”. Outra categoria que ajudou na queda de frentes de trabalho está na indústria de transformação, com 738 desligamentos e 580 contratações – são 158 postos de trabalho a menos e saldo negativo de 0,93%.
Desempenho. Tendência de baixa em Uberaba segue realidade nacional. A geração de empregos no Brasil é a menor nos últimos 11 meses. Neste período foram gerados 42.735 postos de trabalho com carteira assinada. A quantia está bem abaixo da previsão do Ministério do Trabalho, que estimou a geração de 70 mil novas vagas de trabalho. Esta é a pior performance na criação de frentes de trabalho para o mês em três anos. Este pode ser considerado mais um indício dos efeitos da crise internacional sobre a atividade doméstica. O Ministério do Trabalho destacou que não haverá entrevista coletiva para detalhar os números de novembro. Este é o primeiro índice apresentado após a saída de Carlos Lupi da pasta por denúncias de irregularidade no Ministério.