O sistema eletrônico criado pela Secretaria da Saúde visando a acabar com as incômodas filas durante as madrugadas para marcar consultas já não está resolvendo mais o problema da demora no atendimento. É o que dizem usuários do sistema. Segundo denúncias que chegaram ao Jornal da Manhã, há pacientes que aguardam para ser chamados para consultas com médicos especialistas há quase dois anos.
Edi Olegário Pacheco, 62 anos, moradora do bairro Fabrício, conta que aguarda na fila eletrônica desde março deste ano para ser chamada para atendimento com cardiologista, médico vascular, ortopedista e psiquiatra, mas até hoje não conseguiu. Ela afirma ainda que na semana passada ligou para a Ouvidoria da Secretaria de Saúde a fim de saber quanto tempo ainda iria demorar e a resposta que recebeu é de que não há nenhuma previsão de quando ela será chamada para alguma das consultas agendadas.
Edi reclama também que já perdeu as esperanças, já que conhece várias outras pessoas que estão aguardando ainda mais tempo e até o momento não foram chamadas. Sua nora, por exemplo, Lilian Severo da Silva, aguarda ser chamada para consultas com médicos cardiologista e vascular há pelo menos um ano e oito meses, e a mãe de Lilian, dona Antônia Severo da Silva, também espera há muito tempo por um ortopedista, já que sente muitas dores na coluna.
Questionada sobre o assunto, a Secretaria Municipal de Saúde afirma através de sua assessoria de imprensa que todas as demandas das pacientes citadas já foram marcadas. Infelizmente a fila eletrônica é um problema crônico que vem de anos e ainda há muitas falhas neste modelo. O secretário Fahim Sawan está buscando um novo software que vai ajudar a suprir bastante essa demanda e reorganizar o sistema de marcação de consultas, exames e cirurgias eletivas. “Já foram realizados vários mutirões durante toda a gestão para diminuir o tempo de espera e estamos diminuindo. Em curto prazo, a implementação do software irá restabelecer a organização e os procedimentos serão marcados mais rapidamente. Hoje existem mais de 60 mil pessoas na fila esperando por mais de três mil procedimentos diferentes”, ressalta.